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Aprenda a se proteger de fraudes no comércio eletrônico

Você já deve ter ouvido falar que o crescimento do comércio eletrônico é cada dia maior. O que é muito bom para os lojistas e clientes. Mas o crescimento das vendas online será acompanhado pelo aumento da fraude no e-commerce.

Além do prejuízo financeiro, perda de mercadorias e outras despesas, ser vítima de uma fraude pode gerar insegurança nos seus clientes, e consequentemente, prejudicar a sua marca.

Por isso, preparamos este artigo para que você entenda melhor como funciona a fraude no comércio eletrônico, para que possa proteger seus clientes e o seu negócio. 

Confira!

O que é fraude no comércio eletrônico?

Fraude de comércio eletrônico é qualquer transação ilegal ou falsa feita por meio online, geralmente usando informações falsificadas ou roubadas. 

Os mal-intencionados têm vários métodos para fraudar o comércio eletrônico, incluindo roubo de identidade, informações em caixas eletrônicos, cartões de crédito roubados e clonados.

Golpes de comércio eletrônico, fraude de varejo online ou crimes cibernéticos trazem impactos significativos e prejudiciais para o seu negócio, como:

  • Redução dos lucros.
  • Mercadorias perdidas.
  • Despesas adicionais.
  • Prejuízo à imagem da sua marca.
  • Demora para resolução.

Por isso, para proteger o seu negócio contra esse tipo de fraude é importante entender como eles funcionam.

Principais motivos das fraudes no comércio eletrônico

O comércio eletrônico, ou e-commerce, mudou a forma como compramos e vendemos produtos e serviços, e com o crescimento acelerado do varejo online, ficou muito fácil para o fraudador roubar os dados de quem utiliza a plataforma.

Sempre quando acontece algum problema com fraude no comércio eletrônico, é comum que haja demora para conseguir identificar o fraudador, por conta da rotatividade de dados que ele utiliza nas ações. 

Por exemplo, quem pratica esse tipo de ação, geralmente, cria uma conta de e-mail com um apelido ou nome falso, sem revelar informações sobre si mesmo. O que dificulta na identificação.

A movimentação sem rastreamento faz com que cruzem fronteiras online repetidamente, o que torna mais difícil que tenham uma punição legal.

Resumindo, a fraude, infelizmente, é uma realidade que faz parte de quem está no comando de um negócio com operações online, e aprender a se proteger é o primeiro passo para evitar grandes prejuízos.

Conheça quais são os principais tipos de fraude no comércio eletrônico

O risco de fraude sempre vai existir. Porém, você pode aprender a se proteger para minimizar os impactos que podem ocorrer no seu negócio. 

Separamos abaixo alguns dos principais tipos de fraude no comércio eletrônico para que você saiba mais como isso acontece na prática.

Acompanhe:

Fraude amiga ou amigável

Normalmente, acontece quando um amigo ou familiar pega os dados bancários ou acessa alguma conta, sem o consentimento do proprietário, e realiza uma compra. 

Mesmo que nem sempre exista má fé nessa fraude, é a mais comum e acaba gerando um transtorno enorme para o dono do negócio, pois quando o cliente informa à operadora do cartão que não reconhece a compra, a empresa precisa provar que a compra foi devidamente realizada.

Fraude efetiva ou deliberada

Esse é o tipo que mais impacta o dono de negócio. Diferente da anterior, os dados realmente são roubados ou furtados por terceiros, podendo acontecer por vazamento de senhas, logins, dados de cartão de crédito ou até mesmo em um assalto ou furto. 

O fraudador, geralmente, já tem alguma experiência nesse tipo de golpe, pois apenas com os dados roubados ele já acessa e realiza compras em várias lojas virtuais e físicas para testar o limite disponível do cartão.

Phishing

Essa é uma fraude mais elaborada do que o roubo de dados. O fraudador constrói uma cópia do site, e-mail, SMS ou uma página alvo para realizar o golpe. 

Esse golpe é chamado de phishing, ou pescaria, porque os golpistas disfarçam o site criado por eles para que se assemelhe a um e-commerce conhecido no mercado, por exemplo. 

Assim, os clientes acabam compartilhando as informações confidenciais como senhas e número de cartões de crédito, “mordendo a isca”, como remete o nome da fraude.

Autofraude

A autofraude acontece quando o próprio cliente realiza a compra, mas depois entra em contato com a operadora do cartão informando que não reconhece, não comprou nada ou não recebeu.

Esquema de triangulação

O esquema de triangulação é a situação em que o fraudador cria uma loja online falsa, vendendo produtos a preços muito baixos para atrair o máximo de visitantes possível. 

O fraudador então encomenda as mercadorias solicitadas pelo comprador de um comerciante real e as envia ao cliente. Porém, esse esquema tem o único propósito de coletar dados de cartão de crédito.

O que é Chargeback?

O Chargeback é uma palavra muito conhecida no comércio eletrônico. Essa é uma ferramenta criada pelas operadoras de cartão para evitar que o consumidor não seja prejudicado ao não reconhecer uma compra feita com os seus dados. 

Resumidamente, é o cancelamento da compra online feita com o cartão de crédito ou débito, o que conhecemos também como estorno.

O chargeback também pode ocorrer nas seguintes situações:

  • Valor cobrado incorreto (por exemplo, o e-commerce cobrar apenas R$ 250,00 e a fatura do cliente foi gerada com o valor de R$ 500,00);
  • O cliente não recebeu o produto de acordo com a compra realizada online ou via telefone;
  • Falha na hora do processamento feito pelo banco;
  • Fraude.

Para solicitar o chargeback, o contato com a operadora de cartão deve ser realizado pelo titular, e a compra online deve ter sido feita pelo cartão ou pessoalmente em uma loja com a utilização da senha.

Normalmente, os titulares de cartão de crédito têm um prazo para contestar uma cobrança, conhecido como período de estorno.

Saiba como identificar fraudes de comércio eletrônico

A fraude é um fato da vida e dos negócios. O comércio eletrônico é mais vulnerável do que outras formas de negócio. Portanto, é vital que você dedique um tempo para entender os vários tipos de fraude de comércio eletrônico e estude as etapas que você pode seguir para se proteger.

Você pode começar prestando atenção nos seguintes detalhes:

  • Clientes novos;
  • Pedidos maiores do que o normal;
  • Entrega rápida;
  • Localização incomum;
  • Grande quantidade do mesmo produto;
  • Vários ou diferentes endereços de entrega;
  • O endereço de envio e cobrança não é o mesmo;
  • Vários cartões usados ​​do mesmo endereço IP;
  • Informações de pagamento digitadas em letras maiúsculas;
  • Muitas transações em um período de tempo curto.

Um consumidor que normalmente compra R$100,00 de uma determinada mercadoria e pouco tempo depois compra um valor muito maior de uma só vez, pode ser legítimo. No entanto, é suficiente acionar o alerta no sistema e realizar uma identificação adicional para aprovar a compra.

10 maneiras de se proteger contra fraudes no comércio eletrônico

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre as fraudes no comércio eletrônico, preparamos uma lista que vai te ajudar a proteger o seu negócio e os seus clientes. Confira!

Invista em boa segurança

Seu roteador ainda está com o login e senha “admin”, do jeito que a operadora deixou? É melhor trocar…

Isso facilita muito a ação dos hackers entrarem na sua rede e coletar as informações dos seus clientes. Esses esquemas são bem sofisticados, mas não quer dizer que você não deve se proteger deles.

Para isso, invista sempre em programas originais, antivírus, windows etc.

Isso vai ajudar a diminuir os riscos de ataque ao seu negócio. 

Caso o seu negócio seja muito lucrativo ou com uma base de dados muito grande, vale a pena pensar em investir em um sistema antifraude para proteger os seus clientes e o seu negócio.

Faça auditoria com frequência da segurança

Detectar fraudes no comércio eletrônico é um desafio, portanto, analise sua segurança com frequência para garantir que não haja vulnerabilidades que os criminosos possam explorar.

As senhas e logins principais do seu negócio são fáceis? Quanto tempo você faz as alterações?

Faça um planejamento para alterar as senhas com frequência colocando caracteres especiais. Isso pode dificultar a ação dos fraudadores.

Limite as compras

Entenda a faixa de tamanho total dos itens comprados pelos clientes e, posteriormente, defina um limite máximo para o número total de itens que os consumidores podem comprar.

Assim, se o fraudador tentar fazer um pedido com o dobro do valor normalmente solicitado pelo cliente, você poderá interromper a compra imediatamente até ter tempo para analisar com mais cuidado. Isso pode minimizar os riscos do negócio sem perturbar a maioria dos clientes.

Evite coletar muitos dados confidenciais do cliente.

Uma forma de proteger seu e-commerce no caso de violação de dados ou hacking é coletar e armazenar o mínimo possível de dados do cliente. Os fraudadores não podem roubar coisas que você não possui. 

Portanto, apenas os dados necessários para concluir a transação e enviar o produto são coletados. Evite datas de nascimento e outros dados confidenciais desnecessários de clientes. 

Exija números do valor de verificação do cartão (CVV)

Os três ou quatro pequenos números no verso dos cartões de crédito não parecem ser importantes, mas fazem a diferença em termos de segurança online. 

Ao tornar o Card Verification Value , Valor de Verificação do Cartão, obrigatório para todas as compras, você quase pode evitar que criminosos com informações de cartão de crédito roubado concluam as compras, porque eles devem ter um cartão físico em mãos.

Se você é consumidor ou utiliza muito o seu cartão de crédito físico com os seus fornecedores, é bem importante deixar o CVV do seu cartão  coberto na hora de passar na maquininha de cartão. Isso também diminui as chances de roubo de dados do seu cartão.

Implemente processos

Certos processos podem reduzir as chances de sucesso para golpistas de comércio eletrônico. Esses incluem:

  • Verificação de endereço durante o pagamento (se o endereço  de pagamento corresponde ao de cobrança).
  • Verificação em duas etapas.
  • Solicitação do CVV em todas as compras.

É recomendável que você prepare um plano de ação em caso de fraude, para que saiba o que fazer, a quem denunciar e como se recuperar rapidamente.

Segurança na entrega

Para a sua segurança, você pode adquirir alguns serviços adicionais junto ao serviço principal de entrega. Os mais conhecidos são:

  • Aviso de Recebimento (AR) – comprovante de entrega com informações do destinatário com validade jurídica. 
  • Mão própria (MP) – garantia de entrega ao remetente, podendo cada encomenda ter até três indicações.

Verifique com a sua transportadora os serviços adicionais que ela utiliza para garantir a segurança da mercadoria.

Tenha um site seguro com HTTPS. 

O Hypertext Transfer Protocol Secure (HTTPS) é a versão segura do HTTP, e o principal protocolo usado para enviar dados entre o navegador do cliente (como google) e sua loja virtual.

O HTTPS criptografa esses dados para proteger informações confidenciais, como nomes de clientes, endereços e números de cartão de crédito. 

O uso de HTTPS impede que sua loja online transmita transações de uma forma que hackers, cibercriminosos e fraudadores possam ver facilmente. Você usa HTTPS quando compra um certificado SSL.

Monitore o comportamento dos clientes

Como você já leu aqui anteriormente, é muito importante conhecer o comportamento de compra dos seus clientes. Normalmente, pedem o mesmo tipo de produto, gastam uma quantia semelhante e usam o mesmo endereço de entrega. 

Os sistemas de detecção de fraude podem monitorar esse comportamento para avisá-lo de quaisquer sinais incomuns (como gastos excessivos ou remessa para outros estados), que podem indicar um fraudador em ação.

Pós-venda

O pós-venda é extremamente importante para entrar em contato com o cliente e confirmar sobre a compra realizada por ele, confirmar dados ou solicitar informações adicionais.

Se você entrou em contato e o cliente informou que o produto veio com defeito, evite que ele seja direcionado para vários departamentos para resolver o problema. Tente solucionar o mais rápido possível ou o cliente pode ligar para a operadora e cancelar o pagamento por estar insatisfeito com o atendimento.

Alguns clientes também não reconhecem o nome da empresa na fatura do cartão, por isso ter um nome amigável ajuda na hora de identificar a compra, evitando também o chargeback.


Já implementou algum plano de ação no seu negócio ou já sofreu algum tipo de fraude no comércio eletrônico? Comente para a gente na caixa abaixo:

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