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O que é o custo de capital de uma empresa e qual sua importância?

Tempo de Leitura: 7 minutos
o que é custo de capital
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Você dá a importância que o custo de capital da sua empresa merece?

Se ainda não, já adianto que essa é uma das métricas mais importantes para o negócio, pois ela representa todo o custo que a empresa incorre para conseguir financiamentos.

Neste sentido, podemos afirmar que esse fator tem ligação direta com o crescimento da sua empresa e com a rentabilidade dela. 

Para te ajudar a entender esse conceito, falamos sobre algumas informações essenciais que envolvem o custo de capital. Quer saber como ele pode ajudar na sua gestão financeira? Leia o artigo completo!

O que é custo de capital?

O custo de capital é uma das métricas financeiras mais importantes para as empresas, pois representa o valor que a empresa incorre para obter financiamento. Essa métrica é calculada com base no custo das fontes de financiamento utilizadas pela empresa, como empréstimos, ações e títulos.

A métrica afeta diretamente na rentabilidade da empresa, por exemplo, se um negócio usa fontes de financiamento caras, como empréstimos com altas taxas de juros, o custo de capital será maior, o que pode afetar negativamente a rentabilidade da empresa.

Entretanto, se a empresa usa fontes de financiamento mais baratas, como ações ou títulos com baixas taxas de juros, o custo de capital será menor, o que pode aumentar a rentabilidade da empresa.

Outro ponto importante é que essa métrica afeta a decisão de investimento da empresa. Se for alto, a empresa pode não estar disposta a investir em novos projetos, pois o custo de financiamento pode reduzir a rentabilidade desses projetos.

Porém, se o custo de capital for baixo, a empresa pode estar mais disposta a investir em novos projetos, pois o custo de financiamento será menor e a rentabilidade potencial pode ser maior.

Além disso, é uma medida essencial para os investidores, afinal, essa métrica ajuda a avaliar o risco de investir em uma determinada empresa. 

Por exemplo, se o custo de capital for alto, isso pode indicar que a empresa tem dificuldade em obter financiamento ou que as fontes de financiamento disponíveis são caras, o que pode tornar o investimento na empresa mais arriscado. 

Por outro lado, se o custo de capital for baixo, isso pode indicar que a empresa tem uma base sólida de financiamento e pode ser um investimento mais seguro.

Como funciona o custo de capital de uma empresa?

É importante entender essa métrica como funciona, pois isso afeta as decisões financeiras que a empresa toma.

Existem dois tipos principais de financiamento para uma empresa: financiamento por dívida e financiamento por capital próprio. 

A dívida é dinheiro emprestado que deve ser pago com juros. O capital próprio é o dinheiro investido pelos proprietários da empresa, que não precisa ser pago de volta, mas eles têm direito a uma parte dos lucros.

O custo de capital de uma empresa é calculado com base no valor desses dois tipos de financiamento. O valor da dívida é o valor dos juros pagos aos credores, enquanto o custo do capital próprio é o valor de oportunidade dos investidores, ou seja, o que eles poderiam ganhar investindo em outro lugar.

A fórmula para calcular o custo de capital de uma empresa é a seguinte:

Custo de capital = (custo da dívida x proporção da dívida) + (custo do capital próprio x proporção do capital próprio)

A proporção da dívida e do capital próprio é calculada dividindo o valor da dívida ou do capital próprio pelo valor total da empresa.

Como o valor de capital é definido?

O custo de capital é um reflexo da taxa de juros e do risco associado aos recursos utilizados para financiar a empresa, seja por meio de dívida ou capital próprio. Entendendo esses dois conceitos, é preciso compreender que ele é definidio pela combinação desses dois componentes, que são calculados separadamente.

O custo da dívida é a taxa de juros paga pela empresa aos seus credores. Esta taxa é definida pelo risco associado à dívida, ou seja, a probabilidade de a empresa não conseguir pagar suas dívidas. 

Empresas com baixo risco de crédito geralmente têm taxas de juros mais baixas do que empresas com alto risco de crédito. A taxa de juros de uma dívida também segue as condições econômicas, políticas e do mercado em geral.

Já o custo do capital próprio envolve o risco associado aos investidores. É o retorno mínimo que os investidores esperam para investir em uma empresa. 

Esse retorno acontece por vários fatores, incluindo as condições econômicas, políticas e do mercado em geral, bem como as perspectivas futuras da empresa. Além disso, o impacto dessa métrica também pode acontecer pelas preferências dos investidores, como o grau de risco que eles estão dispostos a assumir.

Como citamos anteriormente, calculamos o custo de capital como uma média ponderada do valor da dívida e do custo do capital próprio.

O peso dado a cada componente segue a proporção da dívida e do capital próprio na estrutura de capital da empresa. Essa estrutura é uma combinação de dívida e capital próprio que a empresa usa para financiar suas atividades.

Tipos de custo de capital

Existem mais de um tipo de custo de capital para empresas, sendo os principais o próprio e de terceiros.

Custo de capital próprio

O custo de capital próprio é importante porque afeta diretamente o valor de mercado da empresa e sua capacidade de levantar capital no mercado de ações. Neste sentido, as empresas podem usar essa métrica como uma referência para avaliar se um projeto é viável financeiramente e se é capaz de gerar retornos que excedem o custo de capital próprio. 

Se o retorno do projeto for maior, o projeto pode ser considerado viável. Caso contrário, pode não ser financeiramente atraente e não justificar o investimento.

Por esse motivo, o custo de capital próprio é um fator crítico na tomada de decisões financeiras da empresa, pois influencia diretamente o valor de mercado da empresa e o valor total de capital.

O cálculo segue o modelo de precificação de ativos financeiros, também conhecido como Modelo CAPM (Capital Asset Pricing Model). 

Este modelo considera vários fatores, incluindo a taxa livre de risco, o prêmio de risco de mercado e o beta da empresa. O beta é uma medida da volatilidade do retorno da ação em relação ao mercado como um todo. Quanto maior o beta, maior o custo de capital próprio.

Outra maneira de calcular o custo de capital próprio é a abordagem do dividendo descontado. Essa abordagem considera que o preço das ações reflete o valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados da empresa.

Neste caso, o método em questão envolve a previsão dos fluxos de caixa futuros da empresa e a aplicação de uma taxa de desconto para determinar o valor presente desses fluxos de caixa.

Custo de capital de terceiros

O custo de capital de terceiros também é uma métrica importante na tomada de decisões financeiras da empresa, pois influencia diretamente o custo total de capital e o risco financeiro do negócio.

Neste sentido, nós baseamos o cálculo do custo de capital de terceiros na taxa de juros que a empresa paga pelos empréstimos. 

A taxa de juros pode ser fixa ou variável e é influenciada por vários fatores, incluindo a qualidade de crédito da empresa, as condições econômicas e o perfil de risco do setor em que a empresa opera.

Uma das maneiras de calcular o custo de capital de terceiros é através do valor médio ponderado de capital (WACC). O WACC leva em consideração tanto o custo de capital próprio quanto o de terceiros e representa a taxa de retorno que a empresa precisa gerar para atender aos interesses de seus acionistas e credores.

Como calcular o custo de capital?

Descubra a seguir duas maneiras de como calcular o custo de capital da sua empresa.

1. Como calcular custo de capital próprio

Como falamos anteriormente, calcular o custo de capital próprio é fundamental para avaliar a viabilidade de projetos de investimento e tomar decisões financeiras estratégicas.

Neste sentido, para calcular essa métrica você precisa levar em consideração o risco associado ao investimento na empresa. Isso pode ser feito por meio do modelo CAPM (Capital Asset Pricing Model), que relaciona o risco do investimento ao retorno esperado pelos investidores.

O modelo CAPM é baseado na fórmula:

Ks = Rf + β*(Rm – Rf)

Onde:

Ks: custo de capital próprio

Rf: taxa livre de risco, que pode ser obtida a partir de títulos públicos ou outros investimentos seguros

β: coeficiente beta, que mede o risco do investimento em relação ao mercado como um todo

Rm: taxa de retorno esperada do mercado como um todo

Para calcular o β, utilize os dados históricos de retornos de mercado e de ações da empresa. 

Estudos de mercado ou análises de especialistas podem fornecer a taxa de retorno esperada do mercado.

Além disso, é preciso levar em consideração também o custo de emissão de ações, que inclui taxas de transação, custos legais e outros gastos associados à emissão de ações.

É importante lembrar que o cálculo do custo de capital próprio é apenas uma estimativa e pode variar ao longo do tempo. Por esse motivo, recomenda-se revisar regularmente as estimativas e atualizar os dados utilizados no cálculo.

2. Como calcular custo de capital de terceiros

O cálculo de terceiros é diferente, baseando-se na taxa de juros que a empresa paga em seus empréstimos e dívidas.

Para calcular essa taxa, a empresa deve levar em consideração alguns fatores:

  • Taxa de juros do mercado: esse é o custo médio que outras empresas pagam pelos seus empréstimos. A empresa pode pesquisar a taxa de juros do mercado em fontes financeiras confiáveis, como sites especializados em finanças e economia.
  • Risco de crédito da empresa: o risco de crédito da empresa é avaliado por meio de sua classificação de crédito (rating) emitida por agências de crédito. Empresas com classificação de crédito alta tendem a pagar taxas de juros mais baixas do que as empresas com classificação de crédito baixa.
  • Custo de emissão de dívida: o custo de emissão de dívida inclui taxas de transação, custos legais e outros gastos associados à emissão de títulos ou empréstimos bancários.

A fórmula para calcular o custo de capital de terceiros é:

Kd = i * (1 – T)

Onde:

Kd: custo de capital de terceiros

i: taxa de juros nominal da dívida

T: taxa de imposto de renda

A taxa de imposto de renda deve ser levada em consideração no cálculo, pois as empresas podem deduzir as despesas com juros em suas declarações fiscais, o que reduz o custo real da dívida.

Como facilitar a gestão?

A gestão dessa métrica é fundamental para qualquer empresa que queira maximizar seu valor e rentabilidade. 

Entretanto, muitas empresas enfrentam desafios na hora de gerenciar seus custos de capital, o que pode resultar em decisões equivocadas e prejuízos financeiros. Para te ajudar, elencamos algumas maneiras de facilitar a gestão:

  • Compreenda os componentes: é composto pelo custo de capital próprio e pelo custo de capital de terceiros. Entender esses componentes e calcular como eles influenciam nas despesas é fundamental para gerenciar os gastos de forma eficiente.
  • Mantenha registros financeiros precisos: Manter registros financeiros atualizados e precisos é importante para avaliar o desempenho financeiro da empresa e identificar oportunidades de redução de custos.
  • Mantenha um bom relacionamento com investidores e financiadores: Manter um bom relacionamento com investidores e financiadores é fundamental para obter financiamentos com taxas de juros mais baixas e prazos de pagamento mais longos. Isso pode ajudar a reduzir o custo de capital da empresa.
  • Utilize ferramentas de gestão financeira: como planilhas e softwares, para monitorar o desempenho financeiro da empresa e identificar oportunidades de redução de custos.
  • Diversifique as fontes de financiamento: Diversificar as fontes de financiamento da empresa pode ajudar a reduzir o risco financeiro e obter financiamentos com taxas de juros mais baixas. Além disso, isso pode ajudar a manter um bom relacionamento com os financiadores.
  • Analise os riscos financeiros: Analise os riscos financeiros a que a empresa está exposta, tais como flutuações cambiais, risco de crédito e risco de mercado, e tome medidas para mitigá-los.
  • Faça uma análise de viabilidade dos projetos: Antes de investir em um projeto, faça uma análise de viabilidade para avaliar o custo e o retorno do projeto. Isso pode ajudar a identificar projetos inviáveis e reduzir o risco financeiro da empresa.

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