O que você vai encontrar?
O código GTIN é o código número do código de barras de um produto e suas variações. É um identificador global de mercadorias e é criado pelo “órgão oficial”, geralmente a empresa fabricante ou distribuidora dos itens.
GTIN significa Código Global de Item Comercial, é o código numérico que fica no código de barras e serve para identificar produtos no mundo todo. Todo GTIN deve ser criado e gerenciado pela GS1,uma organização internacional que desenvolve padrões globais para a cadeia de suprimentos.

O código GTIN pode ter diferentes tipos, incluindo GTIN-8, GTIN-12, GTIN-13 e GTIN-14, cada um adequado para diferentes necessidades e contextos de negócios.
| Tipo de código | Comprimento | Uso principal |
| GTIN-8 (EAN-8) | 8 dígitos | Embalagens pequenas |
| GTIN-12 (UPC) | 12 dígitos | EUA e Canadá, produtos de consumo |
| GTIN-13 (EAN-13) | 13 dígitos | Padrão global para identificação de produtos |
| GTIN-14 (ITF-14) | 14 dígitos | Embalagens de nível superior (caixas de papelão) |
Ao selecionar o tipo de código para seus produtos, é essencial considerar o contexto específico da operação. Seja lidando com embalagens pequenas, produtos globais ou unidades de expedição em grande escala, há um tipo de código adequado para atender diferentes necessidades.
É um código de barras de oito dígitos utilizado para identificar produtos de forma sucinta. Ideal para embalagens pequenas, é uma opção eficiente quando o espaço é limitado, mas a precisão na identificação ainda é essencial.
É um dos tipos mais comuns de códigos de barras. Composto por 12 dígitos, esse código é amplamente utilizado em produtos vendidos nos Estados Unidos e no Canadá. Sua aplicação varia desde alimentos até produtos eletrônicos.
É um código de barras com 13 dígitos e é utilizado em escala global. Ele é comumente encontrado em produtos fora da América do Norte e é reconhecido por sua capacidade de identificar exclusivamente um item. Se você está envolvido em comércio internacional, é uma escolha sólida.
É projetado para identificar de forma única as unidades de expedição, como caixas e paletes. Também conhecido como ITF-14 (Código de Transporte Interno de 14 dígitos), esse código é fundamental para o gerenciamento eficiente da cadeia de suprimentos, facilitando a rastreabilidade dos produtos em grandes volumes.
Presente em grande parte dos produtos que consumimos diariamente é uma ferramenta obrigatória para a eficiência no comércio. Sua principal função é fornecer uma identificação única e universal para cada item, simplificando processos logísticos e trazendo benefícios tangíveis para toda a cadeia de suprimentos.
Confira algumas das funções do GTIN e a sua importância no dia a dia das empresas e consumidores:
O GTIN permite uma identificação precisa e única de cada produto, eliminando ambiguidades e potenciais erros de identificação. Isso é crucial para evitar confusões no controle de estoque e na gestão de inventário.
Ao longo da cadeia de suprimentos, desde a produção até o ponto de venda, o código de barras possibilita a rastreabilidade eficiente dos produtos. Isso não apenas facilita a localização de itens específicos, mas também é vital em situações como recalls de produtos.
O GTIN segue padrões internacionais estabelecidos pela GS1, garantindo uma linguagem comum para produtos em escala global. Isso é especialmente crucial em um mundo onde o comércio transfronteiriço é cada vez mais comum.
Nos pontos de venda, o código agiliza o processo de checkout. A leitura rápida do código de barras facilita a transação, reduzindo o tempo de espera dos consumidores e melhorando a eficiência operacional.
O código GTIN é obrigatório para alguns produtos, contudo vem sendo ampliada de forma gradual, conforme definido pela Nota Técnica 2021.003. Para facilitar a adaptação das empresas, a Receita Federal e o ENCAT organizaram os produtos em grupos, liberando a exigência de forma escalonada. Assim, cada etapa incluiu novos segmentos até chegarmos ao cenário atual, em que mais categorias já precisam atender à validação do código de barras.
Confira abaixo os grupos de produtos que já estão dentro da obrigatoriedade:
Para empreendedores, usar o código de barras oferece benefícios estratégicos, que vão além da conformidade com a padronização internacional.
Ao desenvolver um produto no Brasil, é preciso solicitar o código de barras e o GTIN) por meio da GS1 do país. O passo a passo é simples:
Entre em contato com a GS1 em seu país e registre-se como membro. Isso geralmente envolve o pagamento de uma taxa anual, que pode variar.
Selecione o nível de filiação que atenda às necessidades do seu negócio. A filiação determinará o número de identificação da empresa (GCP – Global Company Prefix) que você receberá.
Após o registro na GS1, você receberá um GCP exclusivo para a sua empresa. Esse prefixo é um componente essencial do seu código GTIN.
Decida qual variação do GTIN é mais apropriada para os seus produtos. As opções comuns incluem GTIN-8, GTIN-12 (UPC), GTIN-13 (EAN-13), e GTIN-14.
Para cada produto, atribua um número de item exclusivo dentro da sua empresa. Isso forma a parte específica do GTIN.
Cada GTIN possui um dígito verificador que ajuda a garantir a precisão na leitura do código. Utilize um algoritmo específico para calcular esse dígito.
Una o GCP, o número de item e o dígito verificador para formar o código GTIN completo.
Opte por um formato de código de barras adequado ao tipo de produto e às necessidades da sua cadeia de suprimentos.
Imprima ou aplique o código de barras gerado fisicamente no produto, na embalagem ou na etiqueta.
O “EAN” (European Article Number) é um sistema de códigos de barras mais antigo, enquanto “GTIN” (Global Trade Item Number) é um termo mais atual e amplo que inclui diferentes tipos de códigos de barras, como o EAN. De forma resumida, todos os EANs são GTINs, mas nem todos os GTINs são EANs.
O GTIN (Global Trade Item Number) e SKU (Stock Keeping Unit) são identificadores usados no varejo e na cadeia de suprimentos, mas possuem funções e obrigatoriedades diferentes.
O código é um identificador global único usado para rastrear produtos em nível internacional e é obrigatório ter em todos os produtos comercializados, enquanto a SKU é um código interno usado para gerenciar produtos e estoques dentro da organização, mas por mais que seja recomendado, não é obrigatório.
Sim, geralmente é necessário incluir o GTIN na nota fiscal, especialmente se o produto que está sendo vendido possui um código de barras associado.
Jornalista apaixonada pelas palavras e pelas pessoas. Pós-graduada em Gestão Comercial e Marketing Digital. Hoje, faz parte do time de conteúdo do blog do sistema de gestão vhsys, escrevendo sobre gestão de negócios e tributação, com foco em simplificar esses temas e a vida dos empreendedores, tornando a gestão mais eficiente e acessível!

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