O que é código GTIN e como gerar?

O que é código GTIN e como gerar?
Tempo de leitura: 8 minutos

O código GTIN é o código número do código de barras de um produto e suas variações. É um identificador global de mercadorias e é criado pelo “órgão oficial”, geralmente a  empresa fabricante ou distribuidora dos itens.

O que é código GTIN?

GTIN significa Código Global de Item Comercial, é o código numérico que fica no código de barras e serve para identificar produtos no mundo todo. Todo GTIN deve ser criado e gerenciado pela GS1,uma organização internacional que desenvolve padrões globais para a cadeia de suprimentos.

CÓDIGO GTIN

Tipos de GTIN

O código GTIN pode ter diferentes tipos, incluindo GTIN-8, GTIN-12, GTIN-13 e GTIN-14, cada um adequado para diferentes necessidades e contextos de negócios.

Tipo de códigoComprimentoUso principal
GTIN-8 (EAN-8)8 dígitosEmbalagens pequenas
GTIN-12 (UPC)12 dígitosEUA e Canadá, produtos de consumo
GTIN-13 (EAN-13)13 dígitosPadrão global para identificação de produtos
GTIN-14 (ITF-14)14 dígitosEmbalagens de nível superior (caixas de papelão)

Ao selecionar o tipo de código para seus produtos, é essencial considerar o contexto específico da operação. Seja lidando com embalagens pequenas, produtos globais ou unidades de expedição em grande escala, há um tipo de código adequado para atender diferentes necessidades.

1. GTIN-8: o compacto de oito dígitos

É um código de barras de oito dígitos utilizado para identificar produtos de forma sucinta. Ideal para embalagens pequenas, é uma opção eficiente quando o espaço é limitado, mas a precisão na identificação ainda é essencial.

2. GTIN-12: o conhecido UPC

É um dos tipos mais comuns de códigos de barras. Composto por 12 dígitos, esse código é amplamente utilizado em produtos vendidos nos Estados Unidos e no Canadá. Sua aplicação varia desde alimentos até produtos eletrônicos.

3. GTIN-13: o padrão EAN-13

É um código de barras com 13 dígitos e é utilizado em escala global. Ele é comumente encontrado em produtos fora da América do Norte e é reconhecido por sua capacidade de identificar exclusivamente um item. Se você está envolvido em comércio internacional, é uma escolha sólida.

4. GTIN-14: para identificação de caixas e paletes

É projetado para identificar de forma única as unidades de expedição, como caixas e paletes. Também conhecido como ITF-14 (Código de Transporte Interno de 14 dígitos), esse código é fundamental para o gerenciamento eficiente da cadeia de suprimentos, facilitando a rastreabilidade dos produtos em grandes volumes.

Para que serve o código de barras GTIN?

Presente em grande parte dos produtos que consumimos diariamente é uma ferramenta obrigatória para a eficiência no comércio.  Sua principal função é fornecer uma identificação única e universal para cada item, simplificando processos logísticos e trazendo benefícios tangíveis para toda a cadeia de suprimentos.

Confira algumas das funções do GTIN e a sua importância no dia a dia das empresas e consumidores: 

1. Identificação precisa de produtos

O GTIN permite uma identificação precisa e única de cada produto, eliminando ambiguidades e potenciais erros de identificação. Isso é crucial para evitar confusões no controle de estoque e na gestão de inventário.

2. Rastreabilidade na cadeia de suprimentos

Ao longo da cadeia de suprimentos, desde a produção até o ponto de venda, o código de barras possibilita a rastreabilidade eficiente dos produtos. Isso não apenas facilita a localização de itens específicos, mas também é vital em situações como recalls de produtos.

3. Padronização internacional

O GTIN segue padrões internacionais estabelecidos pela GS1, garantindo uma linguagem comum para produtos em escala global. Isso é especialmente crucial em um mundo onde o comércio transfronteiriço é cada vez mais comum.

4. Agilidade nos Pontos de Venda (PDV)

Nos pontos de venda, o código agiliza o processo de checkout. A leitura rápida do código de barras facilita a transação, reduzindo o tempo de espera dos consumidores e melhorando a eficiência operacional. 

Quando o GTIN é obrigatório

O código GTIN é obrigatório para alguns produtos, contudo vem sendo ampliada de forma gradual, conforme definido pela Nota Técnica 2021.003. Para facilitar a adaptação das empresas, a Receita Federal e o ENCAT organizaram os produtos em grupos, liberando a exigência de forma escalonada. Assim, cada etapa incluiu novos segmentos até chegarmos ao cenário atual, em que mais categorias já precisam atender à validação do código de barras.

Confira abaixo os grupos de produtos que já estão dentro da obrigatoriedade:

  • Grupo I: Tabaco, medicamentos e brinquedos.
  • Grupo II: Bebidas, cimento, higiene e cosméticos.
  • Grupo III: Alimentos da cesta básica.
  • Grupo IV: Alimentos com alíquota zero (carnes, leite, arroz, feijão, etc.).

Quais os benefícios do GTIN para as vendas?

Para empreendedores, usar o código de barras oferece benefícios estratégicos, que vão além da conformidade com a padronização internacional. 

  • Precisão no estoque: reduz erros na identificação dos produtos e melhora o controle do inventário.
  • Rastreabilidade: facilita o acompanhamento dos produtos na cadeia de suprimentos.
  • Expansão internacional: seguir padrões globais ajuda na entrada em mercados externos.
  • Agilidade nas vendas: acelera o checkout e melhora a experiência do cliente.
  • Credibilidade da marca: transmite profissionalismo e fortalece a confiança dos parceiros.
  • Integração com sistemas: O código de barras tem fácil integração com ERPs, PDVs e plataformas de e-commerce.

Passos para gerar um código GTIN

Ao desenvolver um produto no Brasil, é preciso solicitar o código de barras e o GTIN) por meio da GS1 do país. O passo a passo é simples:

1. Registre-se na GS1

Entre em contato com a GS1 em seu país e registre-se como membro. Isso geralmente envolve o pagamento de uma taxa anual, que pode variar.

2. Escolha o nível de filiação

Selecione o nível de filiação que atenda às necessidades do seu negócio. A filiação determinará o número de identificação da empresa (GCP – Global Company Prefix) que você receberá.

3. Atribuição do GCP

Após o registro na GS1, você receberá um GCP exclusivo para a sua empresa. Esse prefixo é um componente essencial do seu código GTIN.

4. Escolha o Comprimento do GTIN

Decida qual variação do GTIN é mais apropriada para os seus produtos. As opções comuns incluem GTIN-8, GTIN-12 (UPC), GTIN-13 (EAN-13), e GTIN-14.

5. Atribuição de números de item 

Para cada produto, atribua um número de item exclusivo dentro da sua empresa. Isso forma a parte específica do GTIN.

6. Utilize um algoritmo de verificação

Cada GTIN possui um dígito verificador que ajuda a garantir a precisão na leitura do código. Utilize um algoritmo específico para calcular esse dígito.

7. Combine o GCP, número de item e dígito verificador

Una o GCP, o número de item e o dígito verificador para formar o código GTIN completo.

8. Escolha um formato de Código de Barras

Opte por um formato de código de barras adequado ao tipo de produto e às necessidades da sua cadeia de suprimentos.

9. Aplique o Código de Barras ao produto

Imprima ou aplique o código de barras gerado fisicamente no produto, na embalagem ou na etiqueta.

Código GTIN ou EAN?

O “EAN” (European Article Number) é um sistema de códigos de barras mais antigo, enquanto “GTIN” (Global Trade Item Number) é um termo mais atual e amplo que inclui diferentes tipos de códigos de barras, como o EAN. De forma resumida, todos os EANs são GTINs, mas nem todos os GTINs são EANs.

Qual a diferença entre GTIN e SKU?

O GTIN (Global Trade Item Number) e SKU (Stock Keeping Unit) são identificadores usados no varejo e na cadeia de suprimentos, mas possuem funções e obrigatoriedades diferentes.

O código é um identificador global único usado para rastrear produtos em nível internacional e é obrigatório ter em todos os produtos comercializados, enquanto a SKU é um código interno usado para gerenciar produtos e estoques dentro da organização, mas por mais que seja recomendado, não é obrigatório.

Precisa preencher o GTIN na nota fiscal?

Sim, geralmente é necessário incluir o GTIN na nota fiscal, especialmente se o produto que está sendo vendido possui um código de barras associado.

Jornalista apaixonada pelas palavras e pelas pessoas. Pós-graduada em Gestão Comercial e Marketing Digital. Hoje, faz parte do time de conteúdo do blog do sistema de gestão vhsys, escrevendo sobre gestão de negócios e tributação, com foco em simplificar esses temas e a vida dos empreendedores, tornando a gestão mais eficiente e acessível!

Deixe seu Comentário

Continue lendo

Assine e receba o que ninguém te ensina sobre empreender no dia a dia!

Newsletter
Conheça a vhsys
Possui Empresa?