O diferencial como matéria-prima para o empreendedorismo

Fernando

O diferencial como matéria-prima para o empreendedorismo

Um empreendedor de sucesso, primeiramente, é uma pessoa criativa. Criar um produto que, de alguma forma, seja diferente dos modelos as quais estamos acostumados requer criatividade e estratégia. Os novos empreendedores têm facilidade em abraçar novas tecnologias, vontade de aprender e desejo de inovar. Com o acesso praticamente interminável e irrestrito à informação, fica fácil ter um panorama do comportamento das pessoas no século XXI e mais fácil ainda arquitetar produtos e serviços que atendam a essa nova realidade social e cultural.

Vamos analisar alguns cases de sucessos de empresas brasileiras que surgiram, justamente, da necessidade de reinventar modelos de serviços do nosso cotidiano.

O diferencial como matéria-prima para o empreendedorismoNubank
O cobiçado cartão de crédito roxo é resultado das experiências negativas do fundador e CEO, David Vélez, ao tentar abrir uma conta-corrente nos tradicionais bancos brasileiros. Incomodado com toda a burocracia e taxas abusivas dos bancos, Vélez desenvolveu um cartão de crédito que fosse fácil, prático e cujos valores coubessem no bolso dos seus usuários.

O cartão da Nubank não cobra taxas além dos juros, em média 7,75%. Além disso, todas as operação do cartão são realizadas pelo aplicativo, que simplifica todo o processo e economiza tempo e dinheiro.

Para Vélez, que afirma que “o sistema brasileiro (bancário) oferece pouco e cobra muito”, no Brasil há grandes oportunidades de inovação em tecnologia, serviços, produtos e em atendimento. Não é a toa que, em menos de 2 anos, a startup brasileira já contabiliza aproximadamente 5 milhões de pedidos do cartão.

O diferencial como matéria-prima para o empreendedorismoIfood
Foi-se a época de procurar restaurantes com serviço delivery através das enormes listas telefônicas. Por mais que ainda existam os guias impressos de restaurantes, estamos constantemente grudados em nossos smartphones para procurar tudo e qualquer coisa que queiramos. E por que não criar um aplicativo para facilitar a busca por deliverys? Felipe Fioravante, sócio e CEO da iFOOD teve essa ideia ainda em 2012 ao criar o aplicativo da iFOOD, para Android e iOS.

O aplicativo, que iniciou atividades em São Paulo e hoje atende 15 estados brasileiros, separa os restaurantes por categorias (comida japonesa, italiana, pizzaria, entre outros), disponibiliza cardápio com descrição dos pratos e imagens, formas de pagamentos, entre outras funcionalidades. O destaque é a geolocalização para o mapeamento dos estabelecimentos localizados próximo ao local de entrega.

O iFOOD, que no início do ano comprou sua maior concorrente, Hellofood, recebe 2 milhões de pedidos por mês, conta com 13 mil restaurantes cadastrados e movimentou R$750 milhões só em 2015.

O diferencial como matéria-prima para o empreendedorismoKekanto
Já imaginou um guia completo que informa a melhor churrascaria, a melhor balada, a melhor livraria, além dos pontos turísticos mais famosos da cidade, tudo isso em um único aplicativo? Essa é a ideia da Kekanto, rede social de opiniões criada em 2010 por Fernando Okumura, Allan Panossian e Bruno Yoshimura.

Contando com um aplicativo compatível com os sistemas Android, iOS e Windows Phone, o Kekanto é um “boca a boca online” para clientes avaliarem e opinarem sobre os mais diversos estabelecimentos e serviços da cidade, servindo de guia colaborativo para os usuários da rede.

Presente em mais seis países (Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia e Estados Unidos), a Kekanto soma 1,5 milhões de downloads do aplicativo e cerca de 2 milhões de usuários cadastrados em sua rede.

Os primeiros passos para colocar suas ideias em prática

Esteja atento ao que acontece em sua volta, mudanças sociais, culturais, os hábitos de consumo e as novas formas de vivência da população.
Mas por que acompanhar tudo isso é importante? Simples. Se o consumo de smartphones com sistemas operacionais não tivesse crescido bruscamente nos últimos 5 anos, não haveria a perspectiva de criar um aplicativo que serve como guia da sua cidade, bem como, se os hábitos de consumo de séries e filmes pelos serviços de streaming ainda fosse restrito a uma parcela da população, o Netflix com certeza não seria o sucesso que é.

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Também leve em consideração que todos esses serviços citados são gratuitos ou cobram uma taxa mínima para quem quer os utilizar. Em uma época de economia fragilizada e redução das rendas familiares, ter um serviço desses, por um valor mínimo, à sua disposição, com certeza muda a sua visão em relação aos serviços prestados pelas grandes companhias, possibilitando uma enorme gama de ideias para incrementar, otimizar e facilitar os serviços e atividades pertinentes ao nosso cotidiano.

Empreendedorismo: negócio de risco 

Mas é necessário correr alguns riscos para colocar em prática uma ideia que pode revolucionar a nossa rotina. Ninguém começa no topo, muitas negociações são feitas, muitas críticas são recebidas, muitas ideias são descartadas. No entanto, o que aprendemos com o trabalho dos empreendedores dos cases citados acima é que devemos estar abertos para as oportunidades e preparados para os desafios. Utilize as críticas a seu favor, ponderando o que pode e deve ser melhorado no seu projeto.

Não tenha medo de investir em sua ideia e no trabalho para buscar o seu diferencial no novo mercado. Para finalizar, não espere por um “cenário favorável”, afinal, não existe a melhor hora para empreender e as grandes ideias surgem nos cenários mais improváveis.

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Fernando
Sobre o autor
Fernando
Formado em Marketing e Coordenador de Marketing de Conteúdo na VHSYS.

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