PIX, cartão e Receita Federal: governo revoga mudanças no monitoramento 

21 de janeiro de 2025 |
PIX, cartão e Receita Federal: governo revoga mudanças no monitoramento 
Tempo de leitura: 5 minutos

O ano de 2025 começou com novas regras da Receita Federal para o monitoramento de transações via Pix e cartões. A mudança estaria nas transações com o valor acima de R$5 mil para pessoa física (PF) e R$15 mil para pessoa jurídica (PJ), que teriam uma vigilância maior. 

A medida teria como objetivo um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, com intuito de evitar omissão das informações ou declarações fiscais e movimentações suspeitas. 

O que mudaria com as novas regras da Receita Federal sobre Pix e cartões?

De forma geral, as novas regras seguiram a Instrução Normativa RFB nº 2219, a Receita Federal passaria a monitorar mais rigorosamente as transações de Pix e cartões, com o valor acima de R$5 mil para pessoa física (PF) e R$15 mil para pessoa jurídica (PJ). 

Além disso, a mudança tornava obrigatório o envio dos dados de transações acima do novo valor previsto ao Fisco (estâncias do governo que fiscalizam o cumprimento de obrigações tributárias) para todas as instituições financeiras, desde bancos tradicionais, “fintechs”, até instituições de pagamento.

São exemplos de instituições de pagamento e fintechs: Bancos virtuais, carteiras digitais, “maquininhas”, varejistas de grande porte, empresas como o Mercado Pago, o Nubank, o PagSeguro, a PicPay e a Shopee etc.

Diante disso, como é feito hoje: 

CaracterísticaComo é feito hojeExemplo
Monitoramento de Pix e cartões 
As instituições financeiras monitoram transações a partir de R$2 mil para pessoa física e R$6 mil para pessoa jurídica , considerando o valor total movimentado no mês . 
Esses dados são enviados à Receita Federal regularmente. 
Se um pequeno empreendedor recebe pagamentos via Pix que somam R$2.500 no mês, essa transferência já será informada automaticamente ao Fisco pelo banco.
Obrigatoriedade de envio por todas as instituições financeirasHoje, apenas os bancos tradicionais são obrigados a reportar movimentações financeiras regularmente.
Fintechs e instituições de pagamento ainda não têm a mesma exigência de envio automático.
Se o empreendedor receber R$10 mil por meio de uma fintech de pagamentos, essa transação não poderá ser reportada automaticamente à Receita, diferentemente de um banco tradicional.

De acordo com a Receita Federal, “o que a nova norma atualiza é estender essa obrigação também a instituições financeiras tais como as fintechs e outras soluções de pagamento e transferência, como as carteiras digitais e moedas eletrônicas”.

As irregularidades fiscais, tributárias ou contábeis teriam consequências como multas ou bloqueios pela Receita Federal, como já acontece atualmente, para impedir a sonegação de impostos.

O que é a e-Financeira e como ela impacta o monitoramento já existente?

A e-Financeira é um sistema digital de arquivos e envio de informações e operações financeiras, das instituições financeiras para a Receita Federal. O sistema substitui a antiga Declaração de Operações com Cartões de Crédito (Decred), ampliando o monitoramento de movimentações. 

As instituições financeiras enviam informações diretamente para a Receita Federal sobre contas, investimentos e transações que ultrapassem certos limites. Isso significa que o controle não é feito diretamente pelo empreendedor, mas sim pelas instituições financeiras que gerenciam as contas.

A fiscalização e os freelancers, autônomos e pequenos empreendedores

As discussões sobre as novas regras lembraram também da importância de formalizar os rendimentos para evitar problemas fiscais. Freelancers, autônomos e pequenos empreendedores (incluindo MEIs) estão sujeitos ao mesmo monitoramento financeiro. 

Preciso me preocupar com o monitoramento se sou MEI?

Sim. O microempreendedor individual (MEI), pode se atentar à  emissão de notas fiscais e declarar corretamente os rendimentos, com a ajuda dos seguintes pontos:

  • Emitir notas fiscais sempre que prestar serviços ou vender produtos.
  • Manter o controle financeiro organizado , registrando receitas e despesas.
  • Declarar o faturamento anual no sistema do MEI.

Como emitir notas fiscais e me regularizar como freelancer?

Para emitir notas fiscais como freelancer, você pode atuar como pessoa física usando o RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), fornecido pelas empresas contratantes, mas isso pode ter custos altos devido à tributação. 

Dessa forma, uma boa opção é se regularizar como freelancer, como MEI, o que permite emitir notas fiscais de forma simples, utilizando ferramentas gratuitas como o Click-NFe da vhsys, ou o sistema da prefeitura de sua cidade.

emissor gratuito de nota fiscal para se regularizar

Formalizar- se como MEI também traz benefícios como menor carga tributária, acesso a direitos previdenciários, alteração no mercado e a possibilidade de emissão de notas fiscais. Além disso, evita problemas com a Receita Federal e facilita o acesso a crédito e financiamentos com melhores condições. É uma forma simples e segura de regularizar seu negócio e garantir seu crescimento sustentável.

Emitir notas regularmente também ajuda a organizar suas finanças, evitar problemas com a Receita Federal e abrir portas para oportunidades de crescimento profissional.

Como funciona o emissor de notas gratuito do vhsys?

O Click-NFe é uma ferramenta prática e gratuita que permite emitir até 5 notas fiscais mensais sem custo. Ideal para freelancers e MEIs que estão começando e têm um volume inicial de transações limitado e precisam de uma emissão rápida e segura das notas fiscais de serviços ou produtos.

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Jornalista apaixonada pelas palavras e pelas pessoas. Pós-graduada em Gestão Comercial e Marketing Digital. Hoje, faz parte do time de conteúdo do blog do sistema de gestão vhsys, escrevendo sobre gestão de negócios e tributação, com foco em simplificar esses temas e a vida dos empreendedores, tornando a gestão mais eficiente e acessível!

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