Temendo protestos, Dilma deve evitar 1° leilão do pré-sal

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Esperada no evento pelo mercado e até por uma parte de sua equipe, a presidente Dilma Rousseff não deve estar presente ao leilão do campo de Libra, o primeiro de uma área do pré-sal que será explorado pelas novas regras de partilha de produção.

Folha apurou que ela está sendo aconselhada por assessores a recusar convites por causa dos protestos programados para o dia da disputa organizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), na próxima segunda.

A ida da presidente ao leilão era considerada por assessores, até meados do ano, como um evento de agenda positiva, a ser utilizado na sua campanha pela reeleição.

O novo modelo de partilha de produção, afinal, foi montado sob coordenação da então ministra da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo como premissa garantir ao país a maior parte da riqueza do pré-sal.

Hoje, a informação dentro do Palácio do Planalto é que a viagem ao Rio não consta da pré-agenda presidencial. E que, salvo mudanças de última hora, não acontecerá.

Um assessor disse ainda à Folha que a presidente precisa se preservar porque, apesar de as expectativas serem positivas, não há certeza sobre quantos consórcios vão disputar o campo de Libra, na bacia de Campos.

O governo cita no mínimo dois e no máximo quatro. Contudo, teme-se que só um apresente proposta no dia.

Os protestos programados por sindicatos levaram a ANP a recomendar às petroleiras participantes que hospedem seus representantes no hotel ao menos um dia antes.

Segundo um diretor de uma das inscritas no leilão, a agência teme que os protestos impeçam a entrada dos representantes no dia.

FORÇA CONTRA

O leilão vai ser realizado às 14h de segunda, dia 21, num hotel na Barra da Tijuca.

Sindicatos de petroleiros, apoiados por diversas entidades, iniciaram nesta semana uma força-tarefa contra a concessão de Libra, considerada a maior descoberta de petróleo já feita no país.

Chamadas insistentes nas rádios contra o que classificam de “privatização do pré-sal”, greves, passeatas, ações na Justiça e uma grande manifestação no dia do certame estão na programação.

Emanuel Cancela, diretor do Sindipetro/RJ, espera mais de mil petroleiros e simpatizantes no protesto diante do hotel no dia do leilão.

“Vamos barrar esse leilão. A presidente Dilma Rousseff cometeu um estelionato eleitoral. Durante as eleições de 2010 ela garantiu que não ia privatizar o pré-sal”, afirmou.

Apoiam os petroleiros a Frente Internacionalista dos Sem Teto, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a CUT, a Força Sindical, a Confederação das Mulheres do Brasil, a Associação dos Engenheiros da Petrobras e outros.

Fonte: Folha de São Paulo

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