Serviços registra primeira retração depois de seis meses de alta seguida

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Após seis meses de alta consecutiva, a área de serviços sentiu a primeira contração. De acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), o setor recuou a 49,2 pontos em agosto, ante 50,2 em julho. O número ficou abaixo da marca de 50 pontos que separa expansão de contração.

“O mercado já esperava esse movimento no período posterior à Copa do Mundo. O desafio agora é preparar a empresa para lidar com a possibilidade de não haver crescimento do PIB”, disse o professor de ciências política da Universidade Cruzeiro do Sul, Luiz Xavier.

Na visão do acadêmico, o segundo semestre é sempre mais rentável para o empresário, no entanto, as eleições e possíveis mudanças nas gestões estaduais e federal pode trazer um sinal de alerta. “A palavra que impera nas companhias de serviços hoje é poupar para não quebrar. Isso deve ser visto até o segundo semestre de 2015”, diz.

Entre os setores que sentiram maior desafio ao longo de agosto estão o mercado hoteleiro. “Muito em função da ressaca pós Copa”, diz ele, lembrando que serviços de aluguel de carros e imóveis e restaurantes também foram impactadas.

Segundo a PMI o volume de novos negócios recebidos cresceu pelo 24º mês seguido em agosto, no entanto, crescimento desacelerou para o nível mais fraco desde agosto de 2013.

O ponto alto da pesquisa divulgada ontem foi o setores de Transporte e Armazenamento, “A perspectiva de bater recorde na safra de agronegócios e a expansão do e-commerce tem ajudado esse setor a se manter mais otimistas”, explicou.

O desempenho ruim do mercado econômico brasileiro foi cravado na última semana quando o País entrou em recessão técnica no primeiro semestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) caindo 0,2% e 0,6% no primeiro e no segundo trimestres. Na tentativa de reduzir os custos, as empresas do setor de serviços reduziram o número de funcionários pela primeira vez desde fevereiro de 2013, ainda que de maneira marginal. Todos os subsetores registraram redução, exceto os de Hotéis e Restaurantes e os de Outros Serviços, que conseguiu se sustentar por mais tempo em função da Copa do Mundo.

As empresas também mostraram piora do sentimento em relação à atividade no próximo ano, com o resultado mais fraco da história da pesquisa.

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Fonte: Fenacon e DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

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