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Gestão do Negócio

Gestão de produtos e serviços para MEI

produto serviço mei

A qualidade da mercadoria e do serviço prestado é um dos fatores essenciais para o sucesso de qualquer empresa. Antes de começar suas atividades, o MEI precisa ter bem claro qual produto ou serviço irá ofertar, além de saber quanto cobrar por ele. No entanto, estas questões só são o início das várias tarefas atreladas ao processo de qualquer venda.

Neste artigo, você irá aprender sobre vários tópicos que o empreendedor deve se atentar antes de comercializar seus produtos ou serviços, como:

  • Precificação;
  • Métodos de cobrança e particularidades da prestação de serviços;
  • Cuidados com a embalagem, ponto de venda e local de trabalho.

Como faço a precificação do meu produto e serviço?

O preço é um fator de extrema importância para o funcionamento de uma empresa. O valor da oferta pode afastar um cliente se for mais alto do que ele está disposto a pagar, mas, se a quantia for muito baixa, arrisca-se o próprio futuro do negócio, pois não será possível cobrir os gastos e, assim, tornar sua continuidade inviável.

Existem algumas variáveis que influenciam no valor a ser cobrado por uma mercadoria ou serviço e que devem ser levadas em conta na hora de estabelecer o preço da sua oferta:

Custos e despesas

Antes de saber quanto cobrar, primeiramente descubra quanto custa produzir seu produto ou serviço e todos os gastos gerados na sua atividade, ou seja, seus custos e despesas. Esse número impacta diretamente na definição do preço das ofertas, para que o valor praticado cubra os investimentos da empresa e dívidas não sejam contraídas.

Faça um levantamento de todos os gastos: matéria-prima, materiais utilizados (embalagens, cartões, etc), salários, encargos trabalhistas, pagamento mensal do DAS, água, luz, telefone, internet, aluguel, impostos, taxas e tarifas de operações bancárias, processos logísticos, estratégias de marketing e divulgação, incluindo também o pró-labore (a remuneração do empreendedor), entre tantas outras despesas e custos.

Margem de lucro

Após levantar esses valores, defina a margem de lucro do seu negócio. Esse número é o quanto você vai receber realmente com cada produto vendido ou serviço prestado, após pagar todos os custos da produção. Esse valor pode ser aplicado a todos as ofertas, ou então a algumas específicas, dependendo da estratégia utilizada pelo seu negócio.

Concorrência

O valor cobrado por seus concorrentes pode ser um parâmetro para ajustar o preço dos seus produtos e serviços. Na própria análise de concorrência, feita no plano de negócios, deverá constar um levantamento dos valores que as outras empresas oferecem pela mesma oferta, ou similares, aos do seu negócio. Com essas informações será possível identificar se seus preços são competitivos ou não. Como dito anteriormente, se a cobrança for muito maior do que a praticada pela concorrência, em geral, os clientes não irão optar por sua oferta.

Público-alvo

O perfil do cliente impacta o valor dos produtos, pois, dependendo do público que se deseja atender, este consumidor pode estar disposto a pagar um valor superior ou inferior pelos produtos e serviços, ou então ter um maior ou menor poder de compra.

Isso também deve ser levado em consideração no posicionamento da sua empresa: por exemplo, um padeiro pode escolher entre se especializar na venda de pães caseiros tradicionais ou em doces típicos da confeitaria francesa. Cada opção sugere um perfil diferente de cliente, com necessidades, poder de compra e hábitos de consumo distintos, impactando assim o preço final do produto.

Valor agregado e de marca

Essa questão do posicionamento também reflete no chamado valor agregado e no valor da marca. No exemplo acima, os doces franceses costumam a ser associados a um preço maior do que os pães caseiros. Isso é relacionado ao valor percebido por determinado produto ou serviço. Os benefícios e diferenciais atrelados a ele (como status, facilidade, tradição, etc) contam nessa categoria.

A imagem da empresa também influencia o preço da oferta: negócios já consagrados costumam cobrar preços superiores aos praticados por outras organizações menores e menos experientes.

Particularidades e modelos de cobrança para prestadores de serviço

A prestação de serviços possui algumas características em sua natureza que a diferenciam da venda de produtos. Ao contrário do comércio, que se baseia em uma mercadoria palpável, vende-se a expectativa de que a oferta irá suprir as demandas de quem a contrata. O preço cobrado pode variar de acordo com a dificuldade de execução da atividade, experiência pessoal e histórico do profissional que irá realizar o trabalho.

Em algumas áreas, é possível basear o preço pela tabela salarial ou por convenções da categoria profissional, geralmente orientadas pelo sindicato específico. No entanto, existem outras maneiras de efetuar a cobrança, usando critérios como por hora, por estimativa de quanto tempo levará para concluir a atividade, remuneração mensal ou até por pacote fechado de serviços.

Estratégias de precificação

Existem várias fórmulas e estratégias para realizar a precificação de um produto ou serviço. Algumas empresas buscam lucrar por meio de uma grande quantidade de vendas, outras praticam preços baixos para se destacarem ou até como forma de se tornarem conhecidas antes de reajustar os valores para quantias mais convenientes à sua situação financeira.

No entanto, nem todas as estratégias são aplicáveis aos diferentes tipos de empreendimentos. Pesquise mais a fundo sobre a realidade do seu negócio, faça os cálculos necessários para definir os preços e avalie como adaptar os conceitos à sua situação específica. O ideal é sempre buscar o equilíbrio: preços que permitam cobrir todos os gastos da empresa, mantendo assim seu bom funcionamento, e que sobre uma margem considerável de lucro; mas que o valor não seja acima do que o público-alvo esteja disposto a pagar, resultando em poucas vendas, encalhamento de produtos e tempo ocioso.

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Embalagem, Ponto de Venda e Apresentação

Além da questão do preço, outro fator que pode influenciar na compra de um produto é a embalagem no qual ele é apresentado. Uma mercadoria com um visual atraente, e com abertura e manuseio práticos, pode ter um peso maior na escolha do consumidor. Mesmo a opção por uma determinada cor, fonte ou imagem trazem uma mensagem que, seja de uma forma positiva ou negativa, serão interpretadas pelo cliente.

Isso também deve ser considerado nas estratégias de comunicação, como cartão de visitas, flyers, folders, e-commerce, redes sociais e site. Independentemente se seu negócio é um comércio ou uma prestadora de serviços, as maneiras com que o cliente entra em contato com sua empresa devem ser as mais atraentes, práticas e convenientes possíveis.

A atenção com uma boa aparência deve ser aplicada inclusive ao ponto de venda. Cuide do ambiente interno e externo da sua loja: fachada suja e produtos misturados e espalhados no interior não fazem um negócio ser atraente ao público. Por isso, faça a manutenção do espaço e organize bem a disposição das mercadorias – até deixando os artigos relacionados próximos, como uma estratégia para vender mais (pois o cliente será incentivado a comprar algo que não havia planejado). Zele também pela higienização e decoração do local.

No caso de um MEI que realize prestação de serviço, apesar de não ter a preocupação com embalagens de produtos, há outros aspectos relacionados à apresentação que devem ter atenção, principalmente pela dificuldade de tangibilizar sua atividade. O local de trabalho, por exemplo, deve ser bem cuidado, especialmente se o atendimento aos clientes acontece neste espaço. Objetos que referenciem sua experiência profissional, organização e limpeza são boas práticas, seja trabalhando em um escritório alugado, coworking ou mesmo na própria casa.

Informações obrigatórias nas embalagens

No caso da venda de produtos, algumas informações são exigidas nas embalagens, como nome da empresa, número do CNPJ, endereço e país de origem e a descrição “Indústria Brasileira”, quando for fabricado no Brasil.

Outros dados obrigatórios dependem da natureza da mercadoria – como roupas, artigos médicos e ortopédicos, brinquedos e alimentos que possuem características distintas e, sendo assim, legislação específica. No último caso, são exigidas descrições como prazo de validade, valor nutricional, ingredientes e a presença de alergênicos.

O MEI deve conhecer detalhadamente os deveres atrelados à sua atividade, evitando problemas com a legislação e eventuais sanções ao seu negócio. O site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz algumas informações, separadas pela natureza do produto, a respeito das embalagens e outras normas.

Outras obrigações para venda de produtos e serviços

Além dessas questões, o MEI deve se atentar à outras exigências de ter que administrar um negócio. Entre elas, a emissão das notas fiscais, documento importante para o dia a dia de uma empresa e para a cobrança de tributos.

O MEI é obrigado a emitir nota fiscal quando vende produtos ou presta serviços para pessoas jurídicas, ou seja, outras empresas, ou no caso do consumidor pedir o documento. Se você realiza comercialização de mercadorias, o modelo usado é a nota fiscal (NF), no qual a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) da sua região de atuação é responsável pelo credenciamento e outras operações. Já se você faz prestação de serviços, deve procurar a Prefeitura da sua localidade para emitir a nota fiscal de serviço (NFS).

Apesar de, dependendo do estado ou prefeitura, nem sempre ser obrigatório o uso da versão eletrônica das notas físicas para o MEI, utilizar esse modelo – quando permitido pelos órgãos responsáveis – tem diversas vantagens.

Primeiro, o armazenamento dos arquivos é bem mais prático, lembrando-se que as notas fiscais devem ser guardadas pelo empresa por 5 anos após sua data de emissão. Enquanto a versão física ocupa espaço e seu manuseio é complicado, a nota eletrônica fica disponível digitalmente e pode ser consultada facilmente. Isso significa economia de tempo, espaço e recursos, já que também não é necessário imprimir o comprovante.

Com o sistema VHSYS, a emissão de notas fiscais se torna mais prática e ágil. Além dessas vantagens, o trabalho de enviar a via para o cliente é dispensado, pois o software faz essa tarefa automaticamente, economizando ainda mais o tempo do empreendedor.

Mas o VHSYS não só realiza a emissão das notas fiscais eletrônicas, como traz uma solução completa para facilitar a gestão da sua empresa. Com o sistema, você pode realizar as operações das áreas financeira, vendas e faturamento, estoque, compras e serviços, tudo com maior rapidez, praticidade e controle, em em um mesmo software.

Descubra como o sistema pode ajudar a gestão da sua empresa e faça um teste gratuito com o VHSYS.

Rosana Moraes
Sobre o autor
Rosana Moraes
Assistente de Marketing de Conteúdo na VHSYS. Formada em Jornalismo pela PUCPR, com especialização em Mídias Digitais pela Universidade Positivo.

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