Juros sobem e já precificam aumento de 0,5% da Selic

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Em um dia que começou com um alívio em relação aos emergentes, após a Turquia ter adotado um aperto monetário agressivo para tentar conter a desvalorização da sua moeda, as expectativas de uma nova redução nos estímulos nos EUA se sobrepuseram e, mais uma vez, os ativos dos países em desenvolvimento foram penalizados pela aversão ao risco.

Os juros futuros subiram e a curva a termo já precifica uma chance de 100% de aumento de 0,5% na Selic em fevereiro.

Na noite desta terça-feira, 28, o BC turco decidiu elevar a taxa para empréstimos de uma semana, que agora passou a ser a principal linha para oferecer liquidez ao mercado, de 4,5% a 10,0%. A taxa de concessão de empréstimos no overnight, que antes era o referencial, saltou de 7,5% para 12,0%.

Inicialmente, a lira turca subiu forte, mas depois a moeda se viu alvo de uma nova onda de ataques especulativos, em meio às expectativas com o Fed e especialmente após o banco central da África do Sul elevar inesperadamente seus juros em 0,5 ponto porcentual, para 5,5%.

A maioria dos analistas – incluindo o influente colunista do Wall Street Journal, Jon Hilsenrath – acredita que o Fed vai cortar suas compras mensais de bônus hoje em mais US$ 10 bilhões, para US$ 65 bilhões, baseado em diversos sinais de que a economia norte-americana está se fortalecendo. “Essa é a principal narrativa no momento. É a narrativa que vai levá-los (os membros do Fed) a continuar com a redução do programa de compras de bônus hoje”, disse Hilsenrath.

Ao término da negociação regular na BM&F Bovespa, a taxa do DI para abril de 2014 (94.880 contratos) avançava para 10,536%, de 10,500% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (709.645 contratos) apontava 11,43%, de 11,24% no ajuste de ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (353.320 contratos) estava em 12,85%, de 12,82% na véspera.

O DI para janeiro de 2021 (25.035 contratos) registrava 13,35%, igual ao ajuste anterior. No caso das taxas mais longas, a queda dos yields dos Treasuries ajudou a conter a alta. O juro para o T-note de 10 anos estava em 2,715% na tarde desta quarta, de 2,748% no fim da tarde de terça.

O Tesouro Nacional divulgou nesta quarta que a dívida pública federal fechou 2013 em R$ 2,122 trilhões, uma alta de 5,72% ante 2012, com a parcela de títulos atrelados à Selic em 19,11%, fora da meta, que ia de 14% a 19%. Enquanto isso, a meta para este ano é uma dívida de R$ 2,170 trilhões a R$ 2,320 trilhões.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que 2013 foi um ano excepcional do ponto de vista de gerenciamento de dívida e que se houver emissão este ano em favor do BNDES será “bem menor” do que o observado no ano passado.

Fonte: Exame

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