Instituições financeiras preveem menor crescimento

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Analistas de instituições financeiras continuam a acreditar em uma recuperação no ritmo de crescimento da economia, mas esperam uma retomada mais lenta.

É o que mostra pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com analistas de 31 instituições financeiras.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) para este ano passou de 1,6% em setembro para 1,5% neste mês. Para o ano que vem, as estimativas passaram de 4,1% para 3,9%.

De acordo com os analistas, o PIB agropecuário fechará o ano com retração de 0,1%, e crescerá 4,3% em 2013. Para os serviços, a perspectiva é de crescimento de 2,2% em 2012 e 3,8% em 2013.

Já o Valor adicionado na indústria deve ter crescimento nulo neste ano, para expandir-se 4% no ano que vem.

Segundo a Febraban, o impacto das ações recentemente implantadas pelo governo deve impulsionar a forte recuperação do setor industrial.

Para os analistas, o crédito deve manter forte expansão, contribuindo para a aceleração. A projeção é de um crescimento de 16,1% na Carteira total em 2012, e de 16,3% no ano que vem, ante 16% e 15,9% no levantamento anterior.

Para os empréstimos com recursos livres, a perspectiva é de um crescimento de 14,8% neste ano, e 15,7% no ano que vem. O crédito direcionado segue com previsão de maior expansão, de 19% para 2012 e 17,8% em 2013.

Já a previsão de Inflação sofreu leve ajuste em relação à última pesquisa. As instituições preveem uma alta de 5,4% neste ano e no próximo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na pesquisa anterior, a estimativa era de uma taxa de 5,3% neste ano e 5,5% no próximo.

Em relação aos juros, a expectativa é de que a taxa de mantenha em 7,25% neste ano e no próximo.

Nenhuma instituição espera que a Selic encerre 2013 abaixo de 7,25%, e 50% dos analistas consultados prevê que a taxa fique nessa marca ao final do ano.

Após a última ata do Comitê de Política monetária (Copom), em que os diretores do Banco Central(BC) afirmaram que deverão manter os juros estáveis por um período “suficientemente prolongado”, analistas ainda veem possibilidade de novas alterações na taxa, caso haja uma mudança brusca na economia.

Questionados pela Febraban, 65% dos analistas afirmam que o COPOM deu uma sinalização firme, mas pode mudar de ideia caso haja piora no mercado externo, ou a recuperação da Economia doméstica fique muito aquém do esperado.

Já 31% dos entrevistados acreditam que novas reduções são muito pouco prováveis. Outros 4% acham que não é possível responder com segurança sobre os rumos da política monetária.

Fonte: Brasil Econômico

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