Governo têm pior agosto em 18 anos e meta parcial de 2014 não é atingida

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As contas do governo registraram um déficit primário (despesas maiores que receitas, sem a inclusão de juros) de R$ 10,42 bilhões em agosto deste ano, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta terça-feira (30). É o pior resultado para meses de agosto desde o início da série histórica, em 1997.

O forte déficit primário foi registrado apesar do ingresso, no mês passado, de R$ 7,13 bilhões em recursos extraordinários por conta do parcelamento de dívidas dos contribuintes com o governo federal, a primeira parcela do chamado Refis da Copa. Sem esses recursos, o déficit das contas públicas somaria quase R$ 18 bilhões em agosto.

O resultado das contas públicas em agosto deste ano, assim como nos últimos meses, foi influenciado pelo comportamento da arrecadação – que tem registrado fraco desempenho em 2014 por conta do baixo ritmo da atividade econômica. Ao mesmo tempo, os gastos públicos continuaram subindo bem acima da alta da receita.

Acumulado do ano

Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados do Tesouro Nacional, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 4,67 bilhões. O superávit é a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda.

Com isso, recuou 87,8% frente ao mesmo período do ano passado, quando o esforço fiscal somou R$ 38,41 bilhões. Foi o pior resultado para o período de janeiro a julho desde 1997, quando o superávit foi de R$ 4,59 bilhões.

Metas fiscais

O fraco desempenho das contas públicas até agosto torna muito difícil o atingimento da superávit primário estabelecida para todo este ano, que é de R$ 80,0 bilhões para o governo.

Os números mostram ainda que a meta parcial do segundo quadrimestre, ou seja, de janeiro a agosto deste ano, que foi fixada em R$ 39 bilhões, ficou muito distante de ser atingida. Pelo conceito abaixo da linha – que é utilizado como parâmetro para as metas fiscais – o superávit dos oito primeiros meses deste ano somou R$ 3,1 bilhões, ou seja, nem mesmo 10% da meta fixada para o período de janeiro a agosto de 2014.

Segundo informou o Ministério da Fazenda, a legislação prevê que os governos federal, estadual e municipal têm que justificar eventual descumprimento parcial da meta e apresentar medidas corretivas, quando for o caso.

FONTE: G1

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