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Governo quer aumentar as exportações de serviços

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O governo federal quer equilibrar a balança comercial de serviços, setor responsável por 70% do Produto Interno Bruto (PIB), mas que responde por menos de 2% do PIB das exportações brasileiras. Para especialistas, elevar as vendas externas deste setor é um meio de dar maior valor agregado ao comércio exterior, mais focado, hoje, em commodities.
De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria como o Banco Central (BC), em 2012, a balança comercial de serviços registrou déficit 8,5% maior do que no ano anterior, ao passar de US$ 36,5 bilhões para US$ 39,6 bilhões. O resultado do ano passado é devido ao volume de importações (de US$ 77,8 bilhões) maior do que as exportações (de US$ 38,1 bilhões).
Para o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Humberto Ribeiro, neste momento em que a população está nas ruas cobrando por mudanças, assuntos como esse devem ser debatidos. “Nós temos que interpretar esses movimentos sociais e ver como o Departamento de Comércio e Serviços pode atender às demandas”, disse ele, durante a quarta edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (ENAServ), organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em parceria com o MDIC, e com apoio da Fecomercio de São Paulo.
Questionado pelo DCI sobre quais seriam as ações do governo para equilibrar a balança de serviços, Ribeiro afirma que as políticas já estão em andamento. “Nós [governo] já temos feito muita coisa, como o plano de atração de turista estrangeiro”, disse.
Ele comentou ainda que identificar as áreas dentro de serviços que tem potencial de crescimento também é algo que o governo observa. “A dimensão de serviços profissionais tem um grande potencial de crescimento. Nós já somos superavitários neste setor, mas há o que crescer mais”, apontou ele, ao se referir às exportações de profissionais de engenharia e arquitetura, por exemplo. Em 2012, a receita de serviços empresariais atingiu US$ 20,067 bilhões (participação de 50,7% na conta de serviços).
“Estamos com um canal de interlocução na África do Sul, no Oriente Médio, na América do Norte, na Europa para intensificarmos o posicionamento das empresas brasileiras nesses lugares”, acrescentou o representante do MDIC ao DCI.
Também questionado porque a participação de serviços na balança comercial é pequena enquanto que no mercado doméstico, a representatividade é grande, Ribeiro aponta dois fatores. “O primeiro deles é que Brasil tem um mercado interno robusto que satisfaz boa parte dos empreendedores. Em segundo lugar, acredito que há um aspecto cultural. Diferentemente de outros mercados onde o empreendedor já concebe seu negócio na expectativa da exportação, porque não tem mercado interno para isso, o Brasil é um pouco diferente. Historicamente foi muito fechado, um pouco menos de 10% da economia tem haver com o exterior, enquanto em outros países, em grandes economias, está próximo a 30%. Desta forma, o empreendedor brasileiro precisa entender que, o mercado doméstico que nós temos é uma plataforma para crescer no mundo todo. Nisto, acredito que o foco de atuação pode ser nas médias empresas, que já tem modelo de negócio desenvolvido no País”, entende.
O presidente da AEB, José Augusto de Castro, afirma que aumentar a pauta exportadora de serviços é sinal de que o país é mais desenvolvido. “Hoje, a maior parte das nossas importações no setor é de ligado ao petróleo e às grandes obras de infraestrutura, porque um país em desenvolvimento, como o nosso, precisa importar essa tecnologia. Mas para vender serviços no exterior precisa ter mão-de-obra qualificada, o que é sinal de status ao país. Por isso, temos que buscar formas de tentar reduzir esse déficit, mas de um longo período, pelo menos 10 anos vamos conviver com esse déficit”, comentou ao DCI, após o evento.
Siscoserv
O representante do MDIC disse ainda que não há dados mais recentes da balança comercial de serviços, mas que a partir de julho, com as divulgações regulares do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv), esses números poderão ser anunciados com mais frequência. “Uma comissão do Departamento de Comércio e Serviços e a Receita Federal irão decidir como será periodicidade das divulgações, o que poderá ser trimestral”, afirmou Ribeiro.

Fonte: DCI – SP

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