Empresas ainda não perceberam redes sociais como arma estratégica

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Poucas empresas perceberam que a essência das redes sociais é fornecer informações relevantes sobre os mais diversos mercados em tempo real. Essa é a visão de Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos e um dos cinco mais requisitados palestrantes sobre gestão de pessoas segundo o Top of Mind de RH:

“Em minhas palestras, muitos gestores me dizem que precisam bloquear o acesso às redes sociais pois, do contrário, nenhum empregado trabalha. Essa é uma decisão compreensível, mas questionável. Ao bloquearem o acesso às redes, as empresas deixam de colher informações relevantes sobre suas atividades que pululam nas redes todos os dias, a todos os momentos. Há até aquela empresa que acha que ficando fora das redes sociais estará a salvo de qualquer questionamento. Isso é um grande engano, uma vez que, hoje em dia, todas as empresas estão nas redes sociais, para o bem ou para o mal”, alerta Carmello.

Embora as redes sociais reúnam muita informação irrelevante e às vezes até chula ou depreciativa, elas também apresentam informações fundamentais para o bom andamento dos negócios. Isso é verdade tanto para a empresa que é uma rede de cafeterias, um grupo de cinemas, uma indústria de automóveis ou mesmo uma universidade:

“Quem não conhece a natureza das redes sociais, acha que elas só têm esse tipo de conteúdo. Mas quando conhecemos as redes com mais profundidade, percebemos que a realidade é bem outra”, assinala Carmello.

As oportunidades que transparecem nas redes sociais não estão à vista de todos, é preciso um exercício de análise e decodificação de informação, algo que só se consegue com o tempo e o desenvolvimento de pessoal qualificado para isso. Por essa razão, alerta Carmello, o bloqueio das redes sociais emburrece as empresas, levando-as a perder oportunidades:

“As redes sociais nos apresentam tendências de mercado a todo momento. Mais do que isso, possibilita às empresas uma relação direta com seus públicos consumidores, sem a intermediação de profissionais de marketing, atendimento a clientes ou até da área jurídica. Esses inputs dos clientes em tempo real permitem avaliar com clareza se um produto vai ter sucesso ou não, independente de gastos massivos em propaganda”, explica Carmello.

Estagiário – No entanto, em muitas empresas, as relações com as redes sociais estão sendo entregues a estagiários, principalmente em função da crença, equivocada, de que a Geração Y é conectada e ela “entende de redes sociais”:

“As redes sociais precisam ser encaradas como parte integrante da estratégia de comunicação da empresa. Uma boa solução é produzir conteúdo específico para essas redes, ajudando a pautar as discussões sobre a marca na Internet. Por exemplo: quando empresas como Heineken produzem conteúdos em vídeo para as redes sociais e conseguem milhões de espectadores, elas estão pautando as discussões nas redes sociais, promovendo uma avaliação positiva da marca. Mas a compreensão disso passa, antes, pelo uso intensivo das redes sociais, algo que a maioria das empresas brasileiras está barrando”, conclui Carmello.

Fonte: Revista Incorporativa

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