Empresários admitem trabalho informal entre temporários

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Uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que devem ser criadas 233 mil vagas temporárias, nos próximos três meses, para atender a demanda de fim de ano dos setores de comércio e serviços do País. O problema é que 43% dos 731 empresários ouvidos admitem que pretendem contratar funcionários sem carteira assinada no período.

Dirigentes das duas entidades e economistas afirmam que o indicador representa uma tendência menor à efetivação depois de passadas as festas de Natal e Ano Novo. Ainda, líderes de sindicatos patronais reconhecem que a formalização é um requisito básico para as relações de trabalho, mas aproveitam para reclamar do peso dos impostos trabalhistas, principalmente sobre os microempreendedores.

Apesar de não ter de pagar multa em caso de demissão sem justa causa para trabalhadores com contrato de experiência, os empresários ainda têm obrigações com aPrevidência Social e com benefícios acertados com sindicatos, como vale alimentação. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flavio Balan afirma que a entidade orienta comerciantes a registrar funcionários. “A Acil prega a legalidade. Há excessos de encargos sobre a folha de pagamento, mas que devem ser discutidos com o governo no momento apropriado”, opina. Balan afirma que cerca de 2,5 mil vagas temporárias são abertas entre outubro e dezembro em Londrina, com efetivação média de 20% a 25%.

A professora de economia Katy Maia, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), considera que os 43% que não pretendem contratar com carteira assinada demonstram uma incerteza sobre o mercado, apesar da estabilidade no saldo de empregos dos últimos meses. “Um percentual das pessoas que eram temporárias poderia virar fixo, mas isso mostra que muitos não pretendem efetivá-los depois dos três meses.”

Para a secretária do Trabalho, Emprego e Renda de Londrina, Kátia Gomes, o indicador mostra que o Ministério do Trabalho terá muito o que fiscalizar no período. Ela diz que não é possível medir quantas vagas são preenchidas informalmente porque não podem ser feitas por agências. “Às vezes a pessoa aceita receber um pouco mais para ficar sem registro, mas não entende que lá na frente será prejudicial, porque não contará tempo de serviço e não vai ter recolhido INSS e FGTS. ”

Preparação
A empresária Miriam Ariyoshi, dona do salão Fátima Martins Cabeleireiros, afirma que pretende abrir ao menos dez vagas temporárias, pelo aumento da demanda. Não há garantia de efetivação, mas ela lembra que a rotatividade do setor é alta. “Depende muito de como a pessoa consegue conquistar a fidelidade dos clientes”, conta.

Miriam diz que existem profissionais que pedem para ficar sem registro por motivos pessoais, como não perder o seguro desemprego. “Mas é justamente essa pessoa que pode ter um acidente de trabalho, o que vai gerar perda para o empregador”, conta a empresária, que só tem cabeleireiros como prestadores de serviço. A situação é parecida com a do proprietário do Studio One Cabelos e Noivas, Ricardo Pessoto. “Temos pessoas que trabalham como freelancer em períodos de pico durante o ano e pagamos por serviço, que é como o segmento trabalha. Mas a maioria aqui é CLT”, diz. Ele também espera abrir dez vagas.

Fonte: Folha web

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