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Empreendedorismo feminino: dicas para mulheres que querem empreender

Tempo de Leitura: 6 minutos
O Brasil está entre os 10 países com o maior número de mulheres empreendedoras. Segundo dados Sebrae e da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), ocupando o 7º lugar no mundo. Dos 52 milhões de microempreendedores no nosso país, 30 milhões são mulheres, o que corresponde a (48%) quase metade.
Mulher Empreendedora usando o computador

Durante a pandemia, o número de donas de negócio aumentou em 40%. Embora os números mostram um avanço, não foi fácil para as mulheres ocuparem este espaço.

No ano de 1932, foi concedido pela primeira vez o direito do voto feminino. Até 1962, mulheres casadas precisavam da autorização do marido para poder trabalhar fora, pois eram consideradas ‘‘incapazes’’. Faz apenas 60 anos que a mulher foi autorizada a realizar Cadastro de Pessoa Física (CPF), o que a impossibilitava de ter uma conta bancária ou registrar uma empresa.

Mesmo com todas as conquistas e avanços, ainda existem muitos desafios para serem enfrentados e objetivos alcançados pelas mulheres, e o empreendedorismo vem como um grande aliado na busca pela igualdade.

Empreender não é uma tarefa fácil, então, ser mulher e empreender é um ato de coragem. Por isso, convidamos vocês a conhecer um pouco mais sobre este universo desafiador chamado empreendedorismo feminino. Boa leitura 😀

O que é o empreendedorismo feminino?

Em teoria, o conceito de “empreendedorismo feminino” refere-se aos negócios que são criados e gerenciados por mulheres. Porém, na prática, esse termo vai muito além disso.

O empreendedorismo feminino diz muito sobre liderança e presença das mulheres à frente de grandes e pequenas empresas. A ideia é desconstruir barreiras sociais, pois há muito tempo as mulheres vêm buscando a posição de igualdade de gênero.

As mulheres vêm ganhando força e se tornam cada vez mais relevantes no mundo dos negócios. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os negócios que têm mulheres no cargo diretivo são mais lucrativos.

Por isso é de extrema importância discutir sobre a participação das mulheres nos negócios,  seja para dar maior visibilidade aos seus negócios ou potencializar ainda mais os produtos e serviços, que são fundamentais para a economia do país.

Afinal, além de reafirmar a posição da mulher como essencial na sociedade em todos os âmbitos, conhecer o empreendedorismo feminino pode ser o primeiro passo para que as mulheres se dediquem a atividades e incentivem outras mulheres a seguir o mesmo caminho. 

Qual a importância do empreendedorismo feminino?

Além de evidenciar a força feminina no meio empresarial, que é retratado como um dos pilares da desigualdade de gênero, e trazer lucros econômicos significativos, a importância deste movimento vai muito além.

Em uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, em 2021, foi possível identificar que 34% das mulheres já sofreram algum tipo de violência doméstica. Sendo que 48% delas saíram de relações abusivas, graças ao empreendedorismo. No cenário atual,  4 entre 10 lares são chefiados por mulheres que colocam o sustento de casa.

O número de mulheres protagonistas da sua própria vida aumenta a cada dia. Elas decidem o rumo de seus negócios e família, sem depender de ninguém para sobreviver. 

De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), aponta que a autoestima empreendedora da mulher aumentou, o que em pesquisas passadas as mulheres não se viam com tanto sucesso quanto os homens. 

Hoje as mulheres já são metade da população que está à frente de empresas, mas ainda são a menor parte que se tornam donas de um negócio mais estruturado, e são essa igualdade e visibilidade que as mulheres vêm buscando no mercado.

Como está o empreendedorismo feminino no Brasil?

Embora nosso país seja desenvolvido e tenha perspectiva de crescimento no empreendedorismo feminino, pouco se faz para dar oportunidades de mais desenvolvimento a elas no mercado.

Pesquisadores indicam que este problema está ligado diretamente a sociedade e preconceito de gênero, ou seja, a maioria da sociedade deve acreditar que o empreendedorismo feminino é desejável e alcançável no nosso país para ganhar mais importância.

Países como Islândia e Portugal criaram leis que dão apoio e visibilidade à mulher, onde umas das cláusulas é: empresas que pagarem salários inferiores às mulheres podem ser multadas.

Na pandemia, os negócios liderados por mulheres foram os mais afetados aqui no Brasil. Alguns exemplos de nichos são hospedagens, alimentício e beleza. 

Em contrapartida, as empresas que tinham mulheres à frente foram mais ágeis e se adaptam melhor no meio do caos. Modelos de negócios foram adaptados, oportunidades foram identificadas, e com resiliência muitas não desistiram.

A tendência é o crescimento de mulheres à frente dos negócios no Brasil. Redes e institutos de empreendedorismo feminino buscam meios de ter um país de mais sororidade e construção de redes, a fim de fortalecer este comércio para que as mulheres possam cada vez mais ser independentes e traçar seu caminho empreendedor com mais segurança e menos comparações.

Dificuldades que as empreendedoras ainda enfrentam

O machismo, assédio e preconceitos ainda se fazem presentes quando o assunto é mulheres empreendendo. A jornada dupla e a falta de incentivo são desafios constantes.

No Brasil, as mulheres têm pouco acesso a capital para investir, enfrentam dificuldades para conseguir empréstimos e investir em seus negócios, as taxas de juros são maiores que as dos homens e isso faz com que alguns projetos não avancem – mesmo pegando valores menores e pagando em dia.

O valor agregado do empreendimento feminino também é considerado menor, já que a maior parte trabalha na área da beleza ou no setor alimentício.

Conciliar a vida profissional com a pessoal também é um grande desafio. A maior parte das mulheres trabalham 7,5 horas a mais que os homens, devido à dupla jornada. E mesmo com escolaridade mais avançada que os homens, elas ainda ganham menos que eles em algumas posições. 

Além de terem as habilidades de negociação ou tecnológicas apontadas como “inferiores”, por realizarem o controle do negócio no caderninho, por exemplo. E muitas mulheres que empreendem não acreditam em seu potencial, devido à pressão da sociedade e a falta de estímulo dos órgãos competentes.

Perfil da mulher empreendedora

As mulheres são responsáveis por 55,5% dos empreendimentos que começaram nos últimos 2 anos. 

A maioria delas iniciaram o próprio negócio com a motivação de complementar a renda da família, outras porque tiveram algum tipo de perda financeira e flexibilidade também foram motivações. E 53% das mulheres empreendedoras possuem filhos e precisam conciliar muitas atividades de acordo com a Rede Mulher Empreendedora (RME).

Uma grande habilidade das mulheres que empreendem são as Soft skills, que são habilidades comportamentais, como resiliência, empatia, colaboração, comunicação, inteligência emocional, capacidade de visão mais detalhada e perfil para realizar várias coisas ao mesmo tempo.

Mulheres que empreendem tendem a ter uma comunicação mais efetiva, fácil adaptação a problemas, flexibilidade de desaprender e reaprender algo.

Algumas curiosidades do perfil empreendedora é:

  • Investem seu dinheiro em busca pela qualificação e escolaridade;
  • Apresentam baixas taxas de inadimplência;
  • Tendem a honrar com seus compromissos;
  • São mais otimistas, criativas e disciplinadas;
  • Tendem a resolver as coisas com mais simplicidade.

4 dicas para mulheres empreendedoras

Neste universo empreendedor é impossível não errar, ser perfeita ou estar 100% pronta. Por isso, separamos algumas dicas para te ajudar neste desafio:

1. Você deve ter um propósito

O que você faria de graça? Qual é o seu talento? Qual seu propósito?

É essencial que você escolha empreender em algo que você se identifique e que faça sentido pra você. Todo negócio deve ter um propósito, ele é o motivo pelo qual a sua empresa/marca existe.

É importante que este propósito seja definido e presente em todas suas comunicações para criar uma conexão com seu público. Marcas com propósitos têm mais do que compradores: têm fãs.

2. Gestão do tempo

Ser dona do seu tempo é um dos benefícios de empreender, porém, é preciso saber administrá-lo com sabedoria, já que a dupla jornada de trabalho exige muito.

Tempo é a coisa mais preciosa que temos e está ligado à saúde. Otimizar os processos para o negócio crescer e ao mesmo tempo manter uma rotina equilibrada pessoal demanda planejamento

Empreendedoras precisam conciliar  a gestão do seu negócio com outras atividades. Sendo assim, o ideal é definir prioridades para não ocorrer conflitos e buscar maneiras de facilitar e controlar a rotina.

3. Estude o mercado e esteja atenta às tendências

O mercado muda o tempo todo e os hábitos e preferências do consumidor podem variar com frequência. Quanto mais por dentro você estiver das tendências, mais oportunidades de transformar seu negócio você terá. 

Busque informação para estar sempre atualizada com o que seu cliente quer e o que ele espera da sua empresa, estude sua concorrência, planeje estratégias mais eficazes para seu negócio estar um passo à frente.

4. Conte com uma rede de apoio

Existem inúmeras redes destinadas ao empreendedorismo feminino, a fim de fomentar cada vez mais que as mulheres criem seus empreendimentos. A ideia dessas redes é facilitar a vida da mulher, abrir portas para começar e trocar experiências que podem agregar umas às outras.

Um propósito importante é que essas redes fortalecem o empoderamento da mulher mostrando a ela que, sim, ela é dona de um negócio e pode ser uma empreendedora de muito sucesso. 

Quando uma mulher que está em um grupo em que todas estão em um processo semelhante, elas se sentem acolhidas e é mais fácil de reconhecer onde está a fragilidade pessoal e empresarial para a mudança de chave. 

A união das mulheres é um ato multiplicador. Conhecer pessoas que estão com o mesmo propósito é fundamental  para o crescimento da sua empresa e para impactar vidas.


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