Aumenta expectativa de vida. Das micro e pequenas PJ

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Tem crescido a taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas brasileiras nos dois primeiros anos de atividade – um período crítico para consolidação da atividade. Estudo divulgado ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)  apontou que 76% dos negócios de menor porte permanecem ativos aos dois anos de vida. O levantamento usou a base de empresas cadastradas pela Receita Federal em 2009.
O primeiro levantamento, feito com base em dados de 2007, indicava que a taxa de sobrevivência era de 74%. O avanço de dois pontos porcentuais é significativo.
O Sebrae destaca a criação de regimes de tributação diferenciados para empresas de menor porte como motivo para a redução da mortalidade.
Todos os setores analisados (comércio, indústria, serviços e construção) apresentaram taxas acima de 70% e, com exceção do setor de serviços, os demais avançaram na comparação com o primeiro levantamento de 2007.
Os destaques foram os setores industrial, que saltou de 76,7% para 79,9% (veja reportagem nesta página), e o de construção, que avançou de 63,4% para 72,5%.
Já o de serviços, que registrava 72,8% de sobrevivência ao longo dos dois primeiros anos de vida, viu a taxa recuar para 72,2% no estudo atual.
A queda pode ter ocorrido, segundo o Sebrae, porque o investimento inicial nesse setor é baixo, comparado aos dos outros setores, por não exigir em muitos casos o aluguel de um ponto comercial, entre outros fatores.
Comércio – No setor de comércio, que concentra a metade das micro e pequenas empresas do País, a taxa saltou de 74,1% para 77,7% no levantamento mais recente. De acordo com o Sebrae, os melhores índices de sobrevivência do comércio foram encontrados nos negócios especializados em venda de instrumentos musicais e acessórios, seguido do comércio de material elétrico, produtos farmacêuticos e também no segmento de atacadista de máquinas e equipamentos para uso industrial.
Para Luiz Barretto, presidente do Sebrae, a criação do Simples Nacional, também chamado de Supersimples, aumentou a competitividade dos negócios de menor porte. “O Supersimples deu tratamento diferenciado e melhores condições aos pequenos negócios”, diz Barretto.
O Simples Nacional, criado em 2006, é um regime de tributação diferenciado voltado exclusivamente para as microempresas – aquelas que têm receita bruta anual de
R$ 60 mil a R$ 360 mil – e para as empresas de pequeno porte – com receita bruta anual de R$ 360 mil a R$ 3,6 milhões. Ele unificou tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia de recolhimento.
Além do regime diferenciado, Barreto destaca que houve avanços da escolaridade e fortalecimento do mercado entre os dois estudos. “A escolaridade aumentou no Brasil como um todo e também beneficiou as empresas porque um empreendedor mais preparado se planeja melhor. E a força do mercado interno, com mais de cem milhões de consumidores, impulsiona os pequenos negócios”, afirma Barretto.
Dados globais – A taxa de 76% deixa o Brasil entre os países com maiores índices de sobrevivência de empresas nos dois primeiros anos de atividade. Tomando como referência um estudo de feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) junto a 15 países, o Brasil aparece com a terceira melhor taxa, atrás da Eslovênia, com 78%, e de Luxemburgo, com 76,3%.
Ao atingir 76%, o Brasil supera países como o Canadá (74%) e Holanda (50%), entre outros. O estudo da OCDE é o que mais se assemelha ao realizado no Brasil, segundo o Sebrae. Balizar o estudo nos dois primeiros anos de atividade é relevante porque, nesse período, a empresa não é conhecida no mercado, não possui carteira de clientes e, muitas vezes, os empreendedores têm pouca experiência em gestão.
Melhores dados vêm da indústria, principalmente do Sudeste e Sul do País.
As micro e pequenas empresas da indústria são as que apresentaram melhores taxas de sobrevivência ao longo dos dois primeiros anos de atividade. De cada 100 abertas no País, quase 80 permanecem ativas no período. Segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae, as indústrias se destacam porque precisam se estruturar melhora no início das operações.
“Para entrar nesse setor é necessário um maior investimento em maquinário, instalações e capacitação mais específica, o que acaba criando uma proteção natural aos novos empreendimentos”, diz Barretto.
As indústrias instaladas no Sudeste e no Sul do País são as que puxam a média para cima. Aos dois primeiros anos de vida, 83,2% delas estão ativas no Sudeste, e 81,4% no Sul.
O menor nível de sobrevivência entre as indústrias foi encontrado no Norte do País. Nesta região, o índice é de 71,1%.
Informática – Entre as atividades econômicas do setor industrial, aquelas com melhores índices de sobrevivência são as que fabricam equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, de acordo com os dados do Sebrae.
No caso das micro e pequenas empresas da construção civil, setor que registrou maior salto na taxa de sobrevivência nos dois primeiros anos de atividade (de 63,4%, em 2007, para 72,5%, em 2009), a explicação do Sebrae é o aquecimento do mercado imobiliário.

Fonte: Diário do Comércio

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