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4 passos para a criação e validação de um novo produto

O processo de criação e validação de um novo produto pode ser desafiador, independente do objetivo: entrar em um novo segmento no mercado, aumentar a participação no mesmo nicho, etc.

Em todos os casos, é importante saber o porquê dessa nova atuação, mas para que as coisas continuem caminhando, é necessário descobrir o como, o que e pra quem.

Para tornar esse trabalho mais simples e organizado, é interessante separar sua atuação em diferentes fases. Isso ajuda a direcionar melhor os esforços e reduzir riscos. Então, trouxemos aqui 4 passos essenciais para seu processo de criação e validação de novos produtos. Confira abaixo!

Descobrindo o mercado

O primeiro passo para qualquer mudança no mundo dos negócios é entender o mercado, seu público e seus concorrentes. Para isso, temos algumas dicas:

Converse com quem entende do assunto

Pessoas que entendem do mercado podem te ajudar com direcionamentos de como se aprofundar mais nos temas relacionados e indicar sites, livros, conteúdos confiáveis, etc. Mesmo que talvez você não conheça alguém com expertise no assunto, poderá utilizar suas redes de relacionamento para encontrar.

Encontre pesquisas que possam adiantar as descobertas

É possível achar muitas pesquisas com fontes confiáveis na internet. Muitos artigos possuem pesquisas relacionadas e, a partir delas, é possível encontrar os resultados completos, método, amostra, etc. 

Você pode usar pesquisas do Sebrae e IBGE, por exemplo, pois possuem uma base rica de dados disponíveis para consulta que podem dar um bom embasamento.

Estude os principais concorrentes

Quanto mais você se aprofunda no mercado, mais você entende quem são os principais “jogadores” e as soluções que eles entregam. Mapeie os principais e estude as soluções ofertadas por eles, categorizando e avaliando-as. Com isso, será possível identificar as principais soluções disponíveis no mercado que você está prestes a entrar.

Aprenda sobre tendências

Conversando com pessoas mais técnicas e lendo sobre comportamentos e tendências do mercado alvo, é possível se aprofundar mais no tema e ter mais clareza sobre os riscos de se navegar nele, ou até mesmo propor uma solução baseada nos comportamentos futuros. 

Compile os aprendizados e defina os próximos passos

Após estudar bastante, defina um método para compilar os aprendizados, para que eles possam ser revisitados sempre que necessário como uma base de conhecimento.

Uma opção é criar uma planilha com dados importados de consultas, links, apresentações, pesquisas. Com isso, é possível simular cenários e deixar tudo acessível a mais pessoas.

Avalie o mercado em cenários anteriores à pandemia do Coronavírus para entender mais sobre como as coisas eram antes, e compare com dados atuais. Assim, você evita basear seu trabalho em uma realidade que não existe mais.

Explorando uma dor do mercado

Conhecendo o mercado, já é possível ter uma ideia de quem faz parte dele e, com isso, se aprofundar mais para descobrir oportunidades. 

Qualitativamente falando, conversas com pessoas do contexto do mercado podem ajudar a identificar oportunidades, algumas conversas sem um roteiro estruturado mesmo, mas com objetivo de explorar e descobrir as dores do dia a dia. 

É sempre uma boa validar suas suposições, pois o qualitativo fornece muitas hipóteses, mas validar as principais quantitativamente pode diminuir os vieses empregados durante conversas e consequentemente os riscos de valor. Então, após as conversas, realize uma pesquisa quantitativa com algumas suposições para validação.

Além disso, busque uma visão clara da dor e de quem sente. Definir personas pode ser uma ótima ferramenta para transmitir os aprendizados das pesquisas que realizou, pois permite criar uma relação mais próxima e tangibilizar os aprendizados. 

Propondo uma solução

Tendo bem clara uma dor, o contexto e comportamento do mercado, o próximo passo é juntar tudo, propor uma solução e validar ela. Para isso, construa um protótipo rápido: proponha a solução e construa ela simples e rápida, pois quanto mais rápido apresentar uma solução, mais rápido vai descobrir se ela resolve o problema. 

Depois, coloque na mão do seu cliente ou usuário. Com a primeira versão do seu protótipo já será possível validar algumas muitas hipóteses, então entregue um mínimo funcional para que o usuário possa usar. 

Por fim, defina um modo de acompanhar a validação. É muito importante definir como irá acompanhar as pessoas que validarão sua proposta, nesta etapa o qualitativo fala mais alto e muitos insights extraídos podem diminuir as incertezas sobre a continuidade ou melhorias do produto.

Testando a solução

Os esforços devem ser para alcançar mais pessoas que estejam dispostas a conhecer sua solução – não “qualquer pessoa”, mas sim no mínimo uma parcela daquele público-alvo potencial que, lá no começo, te fez confirmar que seria um mercado sólido e escalável.

Converse muito com quem está usando, pois essa é a hora de reduzir os riscos, já considerando que o produto poderá passar por um ciclo de crescimento em breve. Através de conversas com os usuários, será possível gerar insights e trabalhar em melhorias.

Dê um tempo para que os números apareçam. Nesta fase, métricas e indicadores não surgirão da noite pro dia, pois a curva de adoção a uma nova solução depende de vários fatores. Por isso, se quiser respostas mais rápidas, explore o qualitativo. Ao longo do tempo, sim, ficará mais claro os comportamentos e será possível extrair aprendizados deles.

Não tenha medo do abismo: a curva de adoção a um novo produto depende de apresentar a solução certa para quem tem um problema real. Por isso, aproveite o tempo de desenvolvimento até a introdução para fazer todos os ajustes necessários e aprender muito sobre os comportamentos dos seus primeiros clientes para continuar com mais segurança.

Por fim, junte o que aprendeu! Todas as etapas geram muitos aprendizados, compartilhe-os e utilize-os para tomar as decisões dos próximos passos. 

No processo de criação de um novo produto todas as etapas funcionam para reduzir riscos, ou seja: quando estiver claro que os riscos foram reduzidos no seu processo, continue.

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